Diário Vale do Jaguaribe

Categoria: curiosidade


09:33 · 11.09.2014 / atualizado às 09:33 · 11.09.2014 por
REGIONAL
Com três anos seguidos de seca, as águas baixam e revelam as ruínas da cidade FOTO: RAFAEL CRISÓSTOMO

Russas. A vida dos moradores da velha Jaguaribara, inundada há mais de 12 anos para dar lugar ao Açude Castanhão, será retratada em documentário, dirigido pelo jornalista cearense Lucas Dantas, como projeto de conclusão de especialização em documentário pela escola de cinema norte-americana New York Film Academy.

O primeiro corte, que terá 20 minutos, será lançado em dezembro deste ano. Intitulado “Jaguaribara: a lenda submersa”, o roteiro do documentário pretende mostrar as consequências da retirada dos moradores da antiga cidade para uma nova, totalmente planejada e as mudanças no modo de vida, fazendo um paralelo do presente com as lembranças do passado.

A familiaridade do jornalista com o tema se dá pelo fato de que seus pais possuem raízes na antiga cidade de Jaguaribara. “Resolvi fazer uma história que eu me interesso desde muito tempo. Desde que nasci já se falava que ia ser construído o Castanhão e eu acompanhei também essa mudança, um pouco de longe porque na época eu morava em Fortaleza. Então eu achei que esse fosse um bom momento para chegar e contar a história dessa mudança, da nova e a velha cidade”, explica.

O documentário começou a ser produzido em maio, com pesquisas, entrevistas e a busca de personagens. As gravações iniciaram em agosto e irá até o final e setembro. Após esses dois meses entra na fase de pós-produção, que deverá ir até dezembro quando o primeiro corte de 20 minutos será lançado.

Para financiar o projeto Lucas conta que a Academia entrou com o suporte técnico, custeando o aluguel de todos os equipamento. O restante. Diz que foi por conta própria. “Nossa proposta foi fazer uma produção a baixo custo. Essa vai custar em torno de R$ 3 mil. É muito barato se for comparada com outras produções. Devo isso graças às inúmeras parcerias que se empolgaram com o projeto e estão apoiando de alguma forma”, acrescentou.

Entre os colaboradores que estão trabalhando diretamente no processo de produção está a professora de Lucas e editora de fotografia Eliana Álvares, e Victor Rasga, que trabalha na parte de som. As gravações contam com diversos cenários, desde a moradias e modos de vida atuais de alguns dos personagens, até uma expedição às ruínas da antiga cidade, possível em decorrência dos três anos de seca que assola o Estado.

As imagens subaquáticas contou com o apoio de um mergulhador. Sobre o que será mostrado, o jornalista adianta que haverá personagens que se deram bem na vida após a mudança de cidade, mas também haverá aqueles que ainda lembram com nostalgia como era a vida de antes e sentem falta.

“Independentemente de como estejam esses personagens hoje, se bem ou não tão bem, todos se emocionaram quando mostramos fotos e vídeos da antiga cidade. É um sentimento que não vai acabar”, ressalta.

Entre os personagens, Lucas destaca “As três coroas”. É assim que são assim conhecida as irmãs Francisca, Divalcir e Rocilda, que possuem idade na casa dos 70 anos e nunca se casaram.

Ele conta que, na mudança, elas optaram por viverem afastadas do Centro da nova cidade e hoje levam uma vida um pouco parecida como a que viviam na velha cidade.

“Uma delas cuida da casa e as outras duas cuidam dos animais, cultivam, nada para vender mas para a própria subsistência. Elas mantém uma vida muito parecida como a de antes. Uma das diferenças e também dificuldades que elas contam é que antes era mais fácil, o rio passava perto da casa delas. Hoje elas andam cerca de 12km para dar água ao gado”, conta.

Além delas, o jornalista diz que terão outros personagens, que se deram bem na vida, que se acostumaram e cresceram.

“O povo de Jaguaribara tem isso de contar histórias muito fortes, por terem vivido todas essas transformações. Cada um tem a sua história sobre aquela época. Então isso faz com que esse projeto se torne muito interessante”, diz o pesquisador.

Lucas também faz uma análise do momento que vive a cidade, principalmente relacionado ao reaparecimento da antiga cidade. “O Castanhão veio com a promessa de água, riqueza e prosperidade e, após 13 anos, quando as pessoas começam a curar as feridas, vem a seca e a cidade reaparece. Então isso, simbolicamente, é muito forte. A nostalgia bate ainda mais forte. É como se as pessoas estivessem perdendo a cidade pela segunda vez”, conclui.

Após o lançamento, o projeto concorrerá a editais. A ideia do jornalista é conseguir patrocínios para transformar a história de Jaguaribara em um filme de longa-metragem.

13:29 · 05.02.2014 / atualizado às 13:29 · 05.02.2014 por
Eduardo exibe o produto que criou e caiu no gosto popular. Foto: Ellen Freitas
Eduardo exibe o produto que criou e caiu no gosto popular. Foto: Ellen Freitas

Aracati. Vai uma cachacinha ai?! A invenção é do comerciante Eduardo Vieira da Silva, que há 5 anos trabalha no Mercado Público de Aracati. Ele conta que teve a ideia a partir da cachaça com caju, que ele comercializava há cerca de 2 anos, quando o produto era abundante no mercado. Devido a seca a produção caiu e ele dá como alternativa a cachaça com murici.

Muitos dos produtos encontrados no mercado público tem os comerciantes como fabricantes. A ideia é ir provando coisas e experimentando até ter um produto inovador. Esse foi o caso da cachaça com murici, fruta bastante apreciada pelos moradores locais, servida principalmente em forma de suco.

“Eu já conhecia a cachaça com caju, então eu tive a ideia de fazer com murici. Eu compro a cachaça do engenho e vou colocando a fruta dentro. Quanto mais escura fica a cachaça, mais forte ela é”, conta o comerciante

Apesar da cachaça com murici ter caído no gosto, a com caju é a mais procurada, conta Eduardo. “É o principal produto que eu vendia, mas como não tem mais, porque diminuiu muito a produção por causa da seca, faz dois anos que não tenho o produto. Quem tem está vendendo a um preço de R$ 20,00, enquanto eu vendo a de murici por R$ 10,00 o litro”, explica.

 

14:14 · 10.12.2013 / atualizado às 14:14 · 10.12.2013 por
pirarucu_castanhao
O Peixe foi capiturado na localidade de Sítio Lages, em Jaguaribara. Foto Lucivandia Soares

Jaguaribara. Mais um pirarucu foi capturado por moradores da cidade de Jaguaribara. A pesca aconteceu ontem pela manhã, no local chamado de Sítio Lages. Ainda não há informação exata do tamanho do peixe, mas sabe-se que ela pesa cerca de 100kg. As fotos foram feitas pela moradora Lucivandia Soares.

As informações são do blogueiro Rodolfo Lira, que recebeu as imagens e o relato de como se deu o feito. Segundo ele, o peixe foi capturado em um antigo açude de Jaguaribara, até então encoberto pelas águas do Castanhão, mas com a diminuição drástica do nível do reservatório, peixes, não só deste porte, acaba ficando presos nos açudes e são presas fáceis de pescadores.

Tem sido comum nas redes sociais fotos de peixes gigantes capturados no Castanhão, porém, a legislação obriga que, para o tipo Pirarucu, não é permitida a pesca de  exemplares com menos de 1,5 metros.

 

 

pirarucu_2
Populares posam ao lado do peixe gigante. Foto: Lucivandia Soares

Pesquisar
Posts Recentes

07h12mQuadrilha explode banco e rouba cofre em Jaguaribara

10h12mCena’s realiza III Amostra de Teatro em Limoeiro do Norte

09h12mJaguaribe realiza Natal de Amor e Luz

11h12mAluno de Limoeiro conquista nova credencial para feira científica internacional

11h12mSTDS forma jovens em Fortim, Aracati e mais três cidades

Ver mais

Tags

Categorias
Blogs