Diário Vale do Jaguaribe

Categoria: política


02:44 · 26.08.2011 / atualizado às 22:19 · 27.08.2011 por

Obras em benefício da população, campus da UFC e ponte sobre o rio Jaguaribe já estão na mira eleitoral

Há dois elementos reais que, ainda que não sejam diretamente explicitados, devem sê-lo em alguma hora. O primeiro é que muitos municípios do Interior estão, sim, já em pleno período de campanha eleitoral (novos prefeitos e vereadores serão eleitos daqui a um ano e um mês). O outro é que há uma corrida pela mostra de serviços à população. A maior evidência é a fila de políticos até então despercebidos aparecendo nos microfones das rádios, nos blogs locais e nos canais virtuais de TVs. Não quer dizer que isso não seja saudável. Nem que seja. Como liberdade, democracia e bom senso são uma questão de entendimento dos limites, cabe ao (e)leitor o senso crítico para diferenciar vontade política de vontade eleitoral.

Passada a polêmica sobre para qual cidade jaguaribana iria campus da Universidade Federal do Ceará (UFC), a cidade de Russas, escolhida pelo Ministério da Educação, enfrenta um fenômeno: o surgimento de “pais da obra”. Ou, ao menos “tios”, em que ser coadjuvante também é ter papel principal quando a coisa é importante. Se duvidar, quem tiver cumprimentado o reitor Jesualdo Farias em algum corredor acadêmico já pode se considerar um dos “baluartes” (adjetivo bem abusado na solene gramática politiquês no Interior) na conquista do campus da UFC. E isso pode ser levado até outubro de 2012. Até imagino (fica a sugestão) slogan eleitoral: “vote em fulano de tal. Lutou pela UFC, agora vai fazer por vc” Assim, mesmo, “vc” para se aproximar da “linguagem” dos jovens. Sabe um problema disso? É que certamente quem mereça o bônus da conquista do campus leva também o ônus de ser misturado aos iguais.E condenado junto. O velho ‘justo pagando pelo pecador’. Sabe outro problema? Pouco se fala dos movimentos estudantis, de Russas e demais cidades, que havia muito encampavam pela implantação de um campus acadêmico federal no Vale do Jaguaribe.

Notório é o poder da articulação de um político. Mas qualquer argumento será vazio se não houver um público-alvo a quem possa beneficiar. Ao fim e ao cabo, os movimentos estudantis conseguem fazer diferença.

Depois do campus, outro trunfo eleitoral é disputado em Russas: a escolha do local em que será construída uma nova ponte sobre o rio Jaguaribe. Nem mesmo o recurso para a obra foi consolidado, já há polêmica se a ponte será construída no distrito de Flores ou em acesso mais próximo da sede do município.

Criou-se um fundamento para opinar a escolha do local: que fique onde atenda o maior número de pessoas. Se esse for o principal argumento, as comunidades russanas precisam ficar atentas. Se “atender o maior número de pessoas” fosse o principal critério para implantação de campus da UFC, certamente a universidade não chegaria a cidades como Russas, com aproximadamente 69 mil habitantes (valor corrigido por um leitor, eu havia dito imprecisamente “pouco mais de 60 mil”) .  Tamanho pode ser documento, mas não o único – eis a prova.

Enquanto se discute quão próximo da sede ficará a nova ponte, uma pergunta não é feita, menos ainda respondida: qual a mais crítica área  ribeirinha de risco em Russas?

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