Diário Vale do Jaguaribe

Categoria: Segurança


18:57 · 28.08.2013 / atualizado às 18:58 · 28.08.2013 por

IMG_8500Russas. Em tempo de insegurança no comércio, apagão significa fechar as lojas mais cedo. Essa foi a medida adotada pelos lojistas deste município que não demoraram e liberaram os funcionários um pouco mais cedo. Na cidade, bem como em todo o Vale do Jaguaribe, o fornecimento de energia elétrico foi suspenso por volta das 15h30min.

De acordo com o Presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Russas (CDL), Francisco Martins Dantas, fechar os comércios mais cedo também significou uma medida de segurança. “Com essa onda de assaltos e sem energia, a essa altura ninguém pode confiar em nada”, desabafa.

Por volta das 17 horas, 90% dos estabelecimentos comerciais já se encontravam com as portas fechadas. Apenas algumas padarias estavam parcialmente abertas, dependendo de ajuda da velas para atender os poucos clientes que se arriscaram no escuro.

O trânsito não chegou a ficar caótico, mas os motoristas tiveram que redobrar o cuidado em alguns cruzamentos onde os semáforos estavam apagados. No momento em que a esta blogueira passava pela Avenida Dom Lino, por volta das 17h40min, nenhum carro ou agente do Departamento Municipal de Trânsito foi visto em cruzamentos considerados perigosos.

O fornecimento de energia foi restabelecido por volta das 18 horas. Por sorte, até o momento, nenhuma ocorrência foi registrada.

 

 

 

07:48 · 23.08.2013 / atualizado às 07:48 · 23.08.2013 por

IMG_8095Russas. Onda de roubos a estabelecimentos comerciais e a pessoas também tem mudado a rotina de lojistas e moradores deste município. Andar sempre acompanhado, evitar ruas desertas e horários com menos movimento são algumas das alternativas que a população encontra para se proteger. Porém, em alguns momentos, a situação parece inevitável.

Boa parte das ocorrências registradas pelo setor de estatísticas do 1º Batalhão de Polícia Militar, localizado neste município, dão conta de que pouco mais de 40% dessas ocorrências são no centro comercial da cidade e seu entorno. Segundo os dados de primeiro de janeiro até 21 de agosto ocorreram 87 furtos, sendo 39 a estabelecimentos comerciais e 48 a pessoa, que inclui roubo de objetos (como celulares e carteiras) e motocicletas.

Quem faz parte dessa estatística é o mecânico de motos, Ramuel Freitas. Ele conta que teve sua moto roubada há cerca de dois meses, enquanto estava na Igreja Matriz. “Eu cheguei por voltas das 19h e estacionei a moto do lado da Igreja. Quando a missa terminou, por volta das 20h, ela não estava mais lá”.

Freitas acredita que os ladrões tenham feito ligação direta, sem uso da chave. “Essas motos novas que estão sendo lançadas estão vindo mais seguras, mas as mais antigas não, são fáceis de fazer esse processo. O que eu aconselho é que os donos desses veículos tenham uma atenção redobrada no local onde deixa a moto e se certifique de que a tranca e a ignição sejam novas, assim fica muito mais difícil de serem roubadas”.

Dois dias depois do roubo, ele foi informado de que sua moto havia sido encontrada pela Polícia Militar, abandonada, na comunidade do Frade, zona rural deste município distante de 8km do Centro.

Há inúmeros casos de furto de celulares, mas boa parte da população não registra a ocorrência na Polícia, mas a notícia acaba se espalhando entre os moradores. Diante do elevado número de roubos, a população está mudando a rotina, como forma de se proteger. A cuidadora de idosos, Rosana Carvalho, conta que mal sai de casa por medo de ser assaltada. “Está muito perigoso sair na rua, por isto mal saio. Dependendo pra onde eu vou, eu levo somente o celular. Também evito de andar em algumas ruas mais desertas”, afirma.

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Russas, Francisco Martins Dantas, considera assustador o número de assaltos a estabelecimentos comerciais. Além da frequência com que vem ocorrendo, a situação está se espalhando por outros bairros da cidade. “Diante desse alastramento de assaltos feitos a estabelecimentos comerciais, principalmente em lojas do Centro, o comerciante tem receio de trabalhar além do horário das 18 horas. No momento do fechamento das lojas, eles ficam indefesos, porque a qualquer hora podem ser assaltado. Infelizmente, a Polícia não tem contingente para estar em todos os locais, assim, o elemento surpresa é sempre uma preocupação pra nós”, desabafa.

Ocorrências

Dantas relata ainda que, em alguns casos, as ações são violentas, com ameaças. “No momento do assalto, ficamos vulneráveis, porque não se sabe o que pode acontecer”, lamenta.

O mês de agosto tem se mostrado com maior número de ocorrências no ano, registrando 17 roubos (dez a estabelecimentos comerciais e sete a pessoas).

Segundo o comandante do 1º BPM, tenente coronel Izaías Ferreira, o número dessas ocorrências está associado à liberação de presidiários.

“Há meses que pouco se constada ocorrências, mas quando alguns indivíduos são soltos, percebemos que esse número cresce”, afirma.

Na sua avaliação, a Polícia tem tido dificuldades em fazer prisão em flagrante, cabendo à Polícia Civil as investigações das ocorrências.

13:08 · 21.05.2013 / atualizado às 13:12 · 21.05.2013 por

Jaguaruana. Moradores, comerciantes, estudantes, funcionários públicos e representantes do poder público local protestaram na manhã de hoje (21) diante do clima de insegurança que o município tem vivido nos últimos meses. Ao todo, cerca de três mil pessoas levantaram a bandeira pedindo mais segurança e paz para os jaguaruanenses. De acordo com dados oficiais da Policia Militar, somente nestes cinco primeiros meses do ano, ocorreram 21 assaltos e 5 homicídios. O principal foco dos assaltantes são os estabelecimentos comerciais.

Diante do clima de insegurança, a Câmara dos Dirigentes Lojistas mobilizou comerciantes e poder público no último dia 15, para realizar uma grande manifestação com o objetivo de chamar atenção das autoridades para a problemática.

Com cartazes, a população pediu o aumento do número de efetivos e ações emergenciais da polícia, a fim de localizar e prender os suspeitos. Os moradores também pediram a saída do delegado titular Luciano Barreto e a volta do Inspetor Marcão, para a chefiar a  polícia civil na cidade.

Segundo o comandante de Policiamento do Interior (CPI), Coronel Macêdo, durante esta semana Jaguaruana terá reforço de 26 policiais, com o apoio do Comando Tático Rural (Cotar), policiais militares e civís. Ele ressaltou também que policiamento efetivo virá somente a partir do mês de setembro, quando os mil aprovados no concurso da polícia militar concluirão seu curso preparatório.

 

 

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