Profissional do rádio
Marcelo Bloc • Publicado às: 16:09 • 25/09/2008
Transmissão ao vivo na rádio, eis que o estúdio começa a pegar fogo.
Isto é que é manter a calma.
Marcelo Bloc • Publicado às: 16:09 • 25/09/2008
Transmissão ao vivo na rádio, eis que o estúdio começa a pegar fogo.
Isto é que é manter a calma.
Marcelo Bloc • Publicado às: 11:56 • 28/08/2008
Quer perguntar algo para uma criança? Prepare-se para a resposta, criança não mente!
Dica do Xpock.
Ana Beatriz Sugette • Publicado às: 16:49 • 07/08/2008
Pai, papai, paizinho. Não importa como é chamado. Perto ou longe, ele sempre será um herói e tanto. E essa relação eterna agora encontra na web aquela forcinha para provar o quanto “coruja” se pode ser. Afinal, registrar a experiência fascinante de ser pai é bom demais.
Tecnologia com a vontade de guardar para sempre momentos eternos. O Zona Cyber, especial Dia dos Pais, correu atrás e encontrou homens que, tocados pela experiência da paternidade, dedicaram uma página na internet exclusiva aos filhos. Motivo? O desejo de homenagear os pequenos. Tudo com muito amor.
Paulo de Tarso, 30 anos, Gustavo Guimarães, 35, e Pedro Gomes, 33, são papais de primeira viagem e têm uma tarefa e tanto pela frente. Entre mamadeiras, trocas de fraldas e momentos de trabalho e lazer, eles reservam parte do dia para atualizar os blogs, em que os filhos são os personagens principais. Amor que, em vídeos e fotos, dá um toque para lá de especial ao que está escrito.

Desde a gravidez da esposa, Paulo fez questão de acompanhar toda a história de Pablo Artur, ainda na barriga da mãe, no blog Histórias de um Futuro Pai. E não parou por aí. Após o fim da gestação, a vontade de relatar a vida do primogênito, que hoje tem um ano, continuou. Em Histórias de Pablo Arthur, dá para sentir o amor de Paulo pelo filho.
Matheus Guimarães, 8 anos, também tem seus passos contados pelo pai, o carioca Gustavo, que decidiu começar o próprio registro online, já que a ex-mulher insistia na idéia de álbum como passatempo de mãe. Em http://www.gustavoguimaraes.com.br, vários visitantes marcam presença. Matheus tem até comunidade no Orkut. Sucesso!
Quanto ao português Pedro Gomes, a curiosidade explica o surgimento do blog de Pedrinho, 2 anos. Como brincadeira, Pedro-pai começou, às cegas, na web e “pegou gosto pela coisa”. Ele não parou mais de contar as aventuras com o filho em http://www.pedroepedrofilho.blogspot.com.

Os papais blogueiros confessam ter medo da exposição da rotina de seus herdeiros. Uma série de cuidados são tomados na hora de escrever a página. “Tenho receio, sim”, diz Paulo, ao explicar o motivo de não dizer onde mora.
Com o mesmo medo, Gustavo sabe dos riscos que corre ao detalhar dados da família. “Eu jamais nos localizei geograficamente nos posts. Os leitores sabem apenas que moramos no Rio de Janeiro”, diz.
Pedro admite que tem muito cuidado com seu bebê. “Ele (Pedrinho) ou está na creche ou então está comigo e com a mãe. Não o deixo ir para casa de ninguém, nem ir com ninguém para lado nenhum”, conta.

Perceber que sua vida foi contada desde o início, passo a passo, pode ser motivo futuro de alegria ou não. Gustavo sente que só poderá continuar com o blog até quando Matheus permitir. Ele até evita tocar em certos pontos. “Assuntos como namoradinha na escola já ficam complicados de postar, porque os amigos dele já têm idade de navegar na internet. Até acho que nenhum conhece o blog, mas um dia podem descobrir. E eu me odiaria se soubesse que dei munição para caçoarem do meu filho”, confessa o pai.
Segundo Paulo, depois que o filho cresce, a página virtual pode desaparecer. Mas não esconde a vontade de ir adiante. “Vou escrever até quando o Pablo deixar. Pode ser que um dia ele fique envergonhado com a turma por ter o pai anotando tudo num diário virtual”.
Pedro demonstra ainda não pensar na reação de Pedrinho daqui a alguns anos. Ele afirma querer prosseguir com os registros, apesar de, no passado, ter pensado em parar devido ao medo da exposição. “Já quis parar pelo medo de que possa acontecer alguma coisa ao Pedrinho. Mas continuo o blog para me ajudar a combater e a ganhar mais força contra esse medo”.

Os visitantes dos blogs são parentes da criança ou estranhos, que encontram as páginas em sites de busca. Mamães que também escrevem sobre seus filhos ajudam a compor a lista de leitores assíduos.
Vale ressaltar que os diários virtuais não servem apenas para guardar histórias. As situações compartilhadas por seus autores proporcionam ao leitor um verdadeiro aprendizado do que é ser pai. As responsabilidades, os medos, as alegrias e angústias são trocas de experiências que servem como verdadeiras lições de vida, tanto para quem já é pai, como para quem pretende ser um dia.
Edgel Joseph • Publicado às: 18:06 • 12/06/2008
Você acredita em amor a distância? Pois saiba que é possível, sim, manter um relacionamento em outro estado, ou até mesmo, no outro lado do oceano. E é a web, vencendo barreiras geográficas, a principal responsável pelo “link” desses corações apaixonados.
Na semana dedicada aos namorados, o Zona Cyber prova que o amor, quando verdadeiro, supera não somente as possíveis incompatibilidades de um casal, mas também os quilômetros existentes entre os amados. Já imaginou namorar sem poder tocar, ou querer um carinho e não ter como recebê-lo? Para muitos, seria impossível, mas há casais que suportam essa distância por meses e, ainda assim, continuam amando. O ambiente virtual torna-se conforto indispensável para “matar” aquela saudade, que, longe de ser ficção, realmente aflige quem ama.
Então, chegou a hora de conhecermos o primeiro casal. Renata Carneiro, 25, e Koen David, 21, têm uma bela história para contar. Tudo começou em agosto de 2005, quando Renata decidiu embarcar de Fortaleza até o País de Gales, no Reino Unido, para ajudar adolescentes com deficiência. Uma longa e custosa viagem, que recompensou todo o dinheiro gasto. Lá, ela encontrou o holandês que conquistou seu coração. Destino? Bem provável. Depois de seis meses juntos, assumiram o namoro e, com apenas um ano no exterior, ela havia ido à Holanda, e, claro, conhecido os atuais sogros. “Nós decidimos tentar, mas, caso conhecêssemos outra pessoa, ou achássemos que não ia dar certo, a gente terminaria”, revela Renata que, antes de retornar ao Brasil, comprou um laptop e uma webcam para facilitar a relação via net prestes a se iniciar. Reconhecendo a ousadia em apostar num amor tão distante, ela brincava: “se não tiver computador, não vai dar certo”. E o que dizia Koen sobre tudo isso? “Namorar à distância é possível quando se acredita na relação”. O casal usa somente a internet para se comunicar. Koen, que hoje mora sozinho na cidade de Utrecht, não tem telefone na nova casa, um excelente pretexto para economizar nas ligações internacionais. Entre o casal, nada de mensageiros instantâneos ou sites de relacionamento. Eles só se falam pelo Skype, programa que possibilita vídeo-conferências e bate-papo ao mesmo tempo. “É melhor que mandar carta ou namorar pelo telefone. Na internet, você pode interagir mais. Recebo os trabalhos dele da faculdade e trocamos fotos, por exemplo”, comenta Renata. Mas ela acrescenta que também há desvantagens nesse amor virtual. “Tenho ódio quando o sinal de rede cai e não tem como voltar” (o Skype fica ligado por 24 horas para que eles mandem recados quando um deles não estiver online). Manter uma relação via web não é a única dificuldade desses dois. Ambos comunicam-se numa língua diferente da materna: o inglês. E, apesar de Renata e Koen serem fluentes no idioma, ela declara que, no início, havia muitos desentendimentos na comunicação. “Como são duas culturas, Koen poderia entender de outra forma uma palavra que eu escrevesse e vice-versa. Hoje, como nos conhecemos mais, não nos estressamos e, sim, rimos dessas situações”. E do que eles mais reclamam? Evidente: a ausência do contato físico, tão fundamental em um relacionamento. “Sinto muita falta. Trabalho dobrado para não ter que pensar nisso. Tento manter minha mente ocupada e pensar nos momentos em que estaremos juntos”, confessa o admirador de Renata. Traição é assunto quase sempre provoca discussões intermináveis. Mas como eles a encaram, já que um não pode ter controle total sobre o outro? De um lado, Renata: ‘’se eu for pensar que ele está me traindo lá do outro lado do oceano, vou sofrer pela vida toda. Então, prefiro nem pensar nisso. Temos um relacionamento aberto o suficiente para que, na hora que algo acontecer, contarmos”. De outro, Koen: “eu nunca tive vontade de traí-la mesmo com toda a distancia entre nós”. E ele ainda revela que a distância serve como um teste para o casal. “Se conseguirmos passar nele, teremos a prova de que nosso amor é verdadeiro” (Isso que é confiança!).
Agora, apresento o segundo par de apaixonados: Priscila Sales, 21, e Leandro Porto, 25. Ela é estudante de Fisioterapia, ele está concluindo o curso de Jornalismo. O cenário para a história? A belíssima paisagem de Aracaju, em Sergipe, onde os dois se conheceram por intermédio de um obstinado cupido, uma amiga em comum. A tal amiga apresentou os dois em meio aos festejos de São João, ano passado. Não é que deu certo? Duas semanas na cidade sergipana foram suficientes para um brilho diferente surgir nos olhos do casal. Ela voltou para Fortaleza e, através do Messenger e Orkut, selou uma amizade colorida com o aspirante a jornalista. “Quando retornei, começamos a nos falar pela net. Aí, pintou um clima e comecei a me interessar por ele”, diz Priscila. Foi quando ela “pressionou” para que Leandro aderisse às tecnologias digitais para fazer a relação, de fato, engrenar. “Ele não tinha microfone e, como você quer ouvir a voz da pessoa, senti-la mais próxima, pedi pra que comprasse. Queria vê-lo e ouvi-lo ao mesmo tempo. Já a webcam é emprestada de um amigo”, diz Priscila. Em outubro, ela decidiu viajar, novamente, para Aracaju sob pretexto de rever a amiga. (Pensa que engana quem?). Ela queria mesmo era “dar de cara” com o pretendente, com quem se comunicava há três meses virtualmente. Leandro até comentou numa festa: “se eu me apaixonar, eu tô ferrado”. E, logo, concluiu: “pois eu acho que já me ferrei”. Poucas semanas depois, ela estava de volta à ‘terrinha’ e preparada para assumir uma relação a distância. “Quando nós iniciamos o namoro, estávamos cientes de que estaríamos distantes, que não teríamos contato, mas que estaríamos sempre juntos através das nossas conversas”, conta. Já ele acredita que o amor vai além dos limites geográficos e se mostra seguro quanto a relação de oito meses com Priscila. “Quem realmente ama entende. Antes de conhecer a Priscila falava que isso nunca seria possível, mas, ao me apaixonar de verdade, pude perceber que tudo é possível e que a distância vira um mero detalhe”. Ele ainda revela o quanto é angustiante essa situação: “é claro que queremos estar próximo, mas, nem sempre, a vida nos cede o que queremos e temos que aprender a lidar com essa situação”.
Distantes, o casal aproveita os benefícios da internet, sem contar os bipes no celular a cada mensagem que chega. Vejamos a rotina desse casal na web. “Diariamente, a gente troca informações pela internet, mas nem sempre conseguimos entrar no mesmo horário. Nesses dias, falamos por mensagens e recados no Orkut ou MSN. É a tecnologia aproximando as pessoas que se amam”, explica Leandro. Mesmo em contato intenso, Priscila não esconde a saudade que tem do namorado. “Sinto muita saudade, carência, falta de um cafuné, de estar junto. Hoje eu acredito que para amar não se precisa estar perto”. Na hora de demonstrar carinho um pelo outro, a criatividade impera. Eles mandam beijos pela webcam, fazem depoimentos apaixonados no Orkut, mantém um álbum virtual em homenagem ao outro. “Tentamos expressar nosso amor por palavras, emoticons, mas nunca dá pra passar 100% o que sentimos”. Priscila ainda deixa um recado para aqueles que não acreditam no amor a distância: “no momento em que as pessoas encontrarem um amor de verdade, elas irão transcender qualquer obstáculo. É preciso acreditar na força e na coragem do amor’. Anotou? Ah, está interessado em saber como vão terminar essas duas novelas da vida real? Pois bem. Leandro pretende vir morar em Fortaleza no final do ano e viver feliz ao lado de sua amada Priscila. Quanto ao casal do início da história, um lindo desfecho. Renata pensa em fazer mestrado na Holanda brevemente. Assim, vai unir o últil ao agradável.
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