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Categoria: Agricultura


09:56 · 18.11.2016 / atualizado às 09:56 · 18.11.2016 por

Sobral- Ainda neste mês de novembro, os agricultores do município de Sobral que se cadastraram no programa Garantia-Safra, referente à safra 2015/2016, começarão a receber seu benefício. A portaria que autoriza o repasse aos produtores cadastrados foi publicada no Diário Oficial da União dessa quarta-feira, 16, pela Secretaria da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Agrário, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Neste ano, cerca de 2,5 mil agricultores serão beneficiados. Os pagamentos serão realizados nas mesmas datas definidas pelo calendário de pagamentos de benefícios sociais da Caixa Econômica Federal.

Programa

O Garantia-Safra é um seguro pago pelos governos Federal, Estadual e Municipal, com o objetivo de garantir renda mínima para a sobrevivência dos agricultores, em caso de perda igual ou superior a 50% da lavoura. Cada agricultor deve pagar R$ 14,90 para aderir ao Programa. Os municípios contribuem com R$ 44,63, por agricultor cadastrado e o Governo do Estado investe R$ 89,25, enquanto a União paga R$ 297,50, por agricultor.

Saiba mais

88 3611-5835.

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16:51 · 10.10.2016 / atualizado às 16:54 · 10.10.2016 por
Sobral/CE; Residencial Nova Caiçara irá contemplar 1.280 novas famílias - Foto: Dilvulgação
Sobral/CE; Residencial Nova Caiçara irá contemplar 1.280 novas famílias – Foto: Dilvulgação

Sobral – A prefeitura de Sobral, através do Gabinete do Prefeito e da Secretaria de Urbanismo, assinam na noite de hoje (10/10) as 18h no Boulevard do Arco no Centro de Sobral.

Serão beneficiadas 1.280 famílias, o projeto já entregou 3.364 unidades habitacionais populares no Residencial Nova Caiçara.

A solenidade será animada com uma Banda de Forró e contará com as presenças do Prefeito, Veveu Arruda e da Secretária de Urbanismo, Gizella Gomes.

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22:25 · 09.11.2013 / atualizado às 22:25 · 09.11.2013 por

Com irrigação, o Ceará também é solo fértil para o plantio de frutas de clima temperado

Tianguá. O projeto experimental de cultivo de frutas de clima temperado no Ceará tem obtido seu maior sucesso na Serra da Ibiapaba. O plantio de maçãs e peras em São Benedito e Tianguá têm alcançados os melhores resultados, sendo a Agropecuária Sem Fronteira a mais produtiva e com planos de expandir no
próximo ano.

Ernesto Emori, da Agropecuária Sem Fronteiras, em Tianguá, destaca as vantagens de produzir no Estado, colhendo frutas de cor e sabor mais acentuados fotos: Jéssyca Rodrigues

Iniciado em 2010, o projeto piloto de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Semiárido consiste na plantação de frutas temperadas como maçã, pera e cáqui em diversas propriedades pelo Ceará. De acordo com o presidente da União dos Agronegócios do Vale do Jaguaribe (Univale), João Teixeira, atualmente há fazendas em Tianguá, Russas, Limoeiro, Chapada do Apodi, Icapuí e Guaramiranga que participam do experimento.

“Essas fazendas são de empresários privados que toparam fazer esse projeto piloto com o apoio da Embrapa Semiárido, Banco do Nordeste, Sebrae e Adece. No início, eram oito empreendedores, hoje ficam seis”, destaca.

Ele conta que os empresários se candidataram para a criação de áreas de meio hectare em cada unidade experimental para testes. “É uma coisa bem atípica produzir frutas temperadas no clima do Nordeste. O maior sucesso vem sendo Tianguá”, diz.

Na TecFlores, em São Benedito, foram plantadas seis variedades de peras, com sucesso de colheita em quatro. No total, 413 plantas estão em fase de testes

Pioneiro

É na plantação do agroempreendedor, Ernesto Emori, que se produziu maçã pela primeira vez no Estado. A Agropecuária Sem Fronteiras cedeu parte das terras para o cultivo de seis variedades da fruta, em que três tipos delas têm se destacado: Princesa, Julieta e Eva.

Natural de São Paulo, Ernesto já está há dez anos na Chapada da Ibiapaba, onde começou plantando cenoura, cebola e batata inglesa. “De três anos para hoje, estamos plantando abacate, acerola, maçã e pera. No primeiro ano produziu pouquinho, aumentou no segundo e já foi bem relevante este ano”.

A primeira colheita aconteceu 14 meses após a plantação das mudas. A maçã se desenvolve melhor em áreas de clima temperado, como o da Serra da Ibiapaba, onde a temperatura varia entre 18 e 35 graus. Apesar de não chover constantemente em Tianguá, as árvores foram cultivadas com irrigação.

O clima temperado da serra na Zona Norte favorece o cultivo no ano inteiro, por meio da agricultura irrigada. Embrapa e empresários fazem parceria no agronegócio

Uma vantagem da produção de maçã no Ceará é que a colheita pode ser feita no período de entressafra das regiões Sul e Sudeste. “As maçãs estão bem frescas, crocantes, doces e têm cor por causa do sol. Tem tudo para dar certo. Até o aroma é mais intenso”, afirma Ernesto. A ausência de outros cultivos de maçã também trouxe vantagens para Ernesto, que não teve problemas com pragas ou doenças.

A experiência se repete em São Benedito, município vizinho a Tianguá. Na Escola Técnica de Flores (TecFlores), 0,1 hectare foi reservado para o plantio das frutas, de acordo com a coordenadora e agrônoma Patrícia Moreira Alves de Oliveira. Inicialmente, foram plantadas 13 variedades de pera e seis de maçã, sendo que apenas quatro das variedades de peras se adaptaram, enquanto metade das de maçã alcançaram boa produtividade.

“Estamos no terceiro ano de implantação e, atualmente temos em teste 413 plantas de peras e 214 de maçãs. O sabor dos frutos é muito doce e o frescor é incomparável”, destaca Patricia. Ela ressalta que a vantagem do fruto fresco produzido na serra durante o período da entressafra do Sul é não precisar ficar em câmara fria, o que pode provocar perdas de cor e sabor, tornando-se mais atrativo.

Mais informações

Agropecuária Sem Fronteiras
Sitio Poço de Areia, S/N,
Zona Rural de Tianguá
Embrapa Semiárido
Telefone: (87) 3866.3600

15:21 · 02.10.2013 / atualizado às 13:27 · 02.10.2013 por
Foto Divulgação
Foto Divulgação

Com a liberação do recurso no valor de R$ 1.432.584,89 (Um milhão, quatrocentos e trinta e dois mil e oitenta e nove centavos) para o Programa de Aquisição de Alimentos – PAA do Município de Sobral pelo Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), os cartões da Agricultura Familiar começaram a ser entregues hoje, 2, na sede do Banco do Brasil.

O pagamento dos recursos do PAA até 2012 era realizado pelo Município por meio de transferência dentro de um Convênio assinado entre a Prefeitura e o MDS. Em 2013, por meio de assinatura de um Termo de Adesão do Município, o recebimento do pagamento da produção dos Agricultores Familiares cadastrados no PAA passa a ser diretamente realizado pelo Governo Federal, através do cartão da Agricultura Familiar, emitido pelo Banco do Brasil.

Os pagamentos serão efetuados diretamente na conta do cartão de forma automática à medida que a transação da produção agrícola for efetivada e gerada a nota fiscal.

Fonte Ascom Seagri

16:35 · 17.01.2012 / atualizado às 16:35 · 17.01.2012 por

O Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) comunicou hoje que os agricultores familiares do Semiárido Brasileiro têm assegurados o Garantia-Safra 2012 para cobrir suas perdas de safras de milho, arroz, feijão, mandioca e algodão causadas por estiagem (ou enchentes). A ação do MDA por meio da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) vale para toda a Região Nordeste, mais o norte de Minas Gerais, Vale do Jequitinhonha e municípios do Espírito Santo.

“Temos esse mecanismo permanente e institucionalizado de seguro que prevê a garantia de renda para agricultores e agricultoras da região que costumam viver o impacto negativo da seca em sua produção e na qualidade de vida das famílias”, explica o secretário da Agricultura Familiar do MDA, Laudemir Müller.

Laudemir aponta como fundamental no sucesso da ação do MDA o envolvimento e parceria dos estados e municípios, já que os governos municipais, estaduais e o governo federal contribuem diretamente para o Fundo Garantia-Safra e para a operacionalização do programa.

O Garantia-Safra é uma ação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que tem o objetivo de garantir condições de sobrevivência aos agricultores familiares de municípios sistematicamente sujeitos à perda de safra por falta ou excesso de chuva, na região do Semiárido. Foi criado na safra de 2002/2003 como estratégia permanente para o problema da seca que afeta a convivência do agricultor com as características do ambiente semiárido.

O agricultor familiar do Semiárido, com renda de até 1,5 salário mínimo, tem a garantia de receber cinco parcelas de R$ 136,00, em caso de secas ou enchentes que causem perda acima de 50% da produção. Na safra atual 2011-2012, já passa de 563 mil o número de agricultores que aderiram ao programa. O número de cotas disponíveis de adesão é de 940 mil, o que significa que o seguro pode atender a mais de 900 mil famílias.

Na safra passada (2010-2011), o Garantia-Safra beneficiou mais de 737 mil famílias na região do Semiárido.

Para ter acesso ao seguro Garantia-Safra é necessário que o agricultor faça sua inscrição no município onde vive. Para isso, deve procurar a prefeitura e o sindicato para se informar dos períodos e locais de inscrição de seu município.

As inscrições são abertas a todos os agricultores familiares que tenham a Declaração de Aptidão ao Pronaf. Podem participar agricultores que plantam entre 0,6 e 10 hectares de arroz, feijão, milho, algodão e/ou mandioca, em área não irrigada.

SEAF – O Seguro da Agricultura Familiar (SEAF), válido para todo o país, é outro mecanismo que cobre a região Nordeste. Na safra passada (2010-2011), mais de 47 mil empreendimentos foram segurados pelo SEAF no Nordeste. Entre as safras de 2004/2005 (quando o SEAF foi criado) até a safra atual (2011/2012), ainda em curso, a região NE teve mais de 660 mil empreendimentos segurados pelo SEAF.

O SEAF cobre perdas em todo o Brasil provocadas por chuva excessiva, geada, granizo, seca, variação excessiva de temperatura, ventos fortes, ventos frios, doença fúngica ou praga sem método de controle técnica ou economicamente viável. Na safra 2010/2011, foram mais de R$ 296 milhões em valor segurado no Nordeste pelo programa e na safra 2011/2012 – ainda em andamento – 54.812.841 agricultores familiares do nordeste já aderiram ao SEAF, que garante o pagamento de até 100% do valor das operações de custeio e até 65% da Receita Líquida Esperada do Empreendimento (RLE), limitado a R$3.500,00. A indenização é proporcional à perda e só podem ser indenizadas aquelas que forem maiores do que 30% da RLE.

Na safra 2010-2011, mais de 500 mil empreendimentos foram segurados pelo Seguro da Agricultura Familiar, com um valor total segurado de mais de R$ 5 bilhões.

(Com informações do MDA).

18:38 · 06.01.2012 / atualizado às 18:40 · 06.01.2012 por

A Agricultura Familiar foi eleita tema do ano de 2014 pelos 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU). Durante reunião realizada em dezembro, a Assembleia Geral da ONU declarou 2014 o Ano Internacional da Agricultura Familiar. A declaração inédita para o setor é resultado do reconhecimento do papel fundamental que esse sistema agropecuário sustentável desempenha para o alcance da segurança alimentar no planeta.

“Com esta decisão, a ONU reconhece a importância estratégica da Agricultura Familiar para a inclusão produtiva e para a segurança alimentar em todo o mundo – num momento em que este organismo vem manifestando sua preocupação para com o crescimento populacional, a alta dos preços dos alimentos e o problema da fome em vários países”, analisa o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence.

A declaração é considerada uma vitória das 350 organizações de 60 países ligadas à agricultura familiar que apoiaram uma campanha iniciada em fevereiro de 2008 em favor dessa decisão, na qual o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) teve papel importante. É considerada também êxito da atuação da Coordenação de Produtores da Agricultura Familiar do Mercosul (Coprofam) da qual participa a Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag), ambas com atuação na Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf).

“Foi uma vitória importante do ponto de vista político para fortalecer a agricultura familiar em todo o mundo. A Contag esteve mais de dois anos empenhada nessa campanha. Essas 350 organizações se uniram para sensibilizar governos a fim de que ela fosse reconhecida como instrumento de erradicação da fome de mais de um bilhão de pessoas, a estabelecer um tipo de agricultura que mantenha gente no campo e a fortalecer o sistema de agricultura familiar”, afirmou o presidente da Contag, Alberto Broch.

Florence salienta que a agricultura familiar – a qual no Brasil produz 70% dos alimentos consumidos pela população -, já é prioridade da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), e que a própria eleição do brasileiro José Graziano para a direção geral da organização foi um dos sintomas dessa nova atitude. “Graziano coordenou a elaboração e foi o responsável pela implantação do programa brasileiro Fome Zero, que assegurou a alimentação regular de milhares de brasileiros que estavam em situação de fome.

O ministro lembra que o governo brasileiro, por meio do MDA, tem impulsionado o setor da agricultura familiar por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que fechou 2011 com uma carteira de crédito ativa de R$ 30 bilhões, mais de 3,2 milhões de contratos ativos e com inovações importantes para a melhoria da qualidade de vida e geração de renda do segmento, como o Programa de Garantia de Preços Mínimos (PGPM). “Aperfeiçoar o crédito, a assistência técnica, o apoio à comercialização e as políticas públicas construídas ao longo dos últimos anos e aprimoradas em 2011 são nossos objetivos para 2012”, disse o ministro.

Em artigo recente publicado em jornal de grande circulação, o diretor-geral recém empossado da FAO, José Graziano, afirmou que “a agricultura familiar, considerada por muitos um passivo, na verdade é um ativo estratégico dessa travessia. Ela aglutina a carência e o potencial de milhares de comunidades em que se concentram os segmentos mais frágeis da população. Qualquer ganho na brecha de produtividade aí ampliará substancialmente a disponibilidade de comida na mesa dos mais pobres e de toda a sociedade, reduzindo a dependência em relação a alimentos importados e protegendo a economia da volatilidade das cotações internacionais”.

Na avaliação do chefe da Assessoria para Assuntos Internacionais e de Promoção Comercial do MDA, Francesco Pierri, trata-se de uma declaração importante porque fortalece o modelo da agricultura familiar perante as instituições multilaterais e a comunidade internacional. “Não é uma proclamação vinculante, porém, ela é forte. Basta ver a atenção às comunidades afrodescendentes que ocorreu em 2011 e, em 2012, será o Ano Internacional das Cooperativas, ou seja, esperamos que ocorram avanços nesse setor”, disse Pierri. Segundo ele, “a expectativa no MDA é que com essa declaração, também os blocos regionais passem a se ocupar da agricultura familiar de forma conjunta, tais como o faz o Mercosul por meio da Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar (Reaf)”, observa.

De acordo com dados de 2007 do Banco Mundial, “atualmente há três milhões de pessoas que vivem em zonas rurais cuja maioria se dedica à agricultura ou à pecuária familiar e tem essa produção como principal meio de subsistência, porém têm acesso limitado à terra e a outros recursos financeiros e tecnológicos necessários para fazer da agricultura familiar uma empresa viável”.

O documento final da Conferência Mundial de Agricultura Familiar, realizadas em outubro do ano passado, intitulado “Alimentar o mundo, cuidar do planeta”, dá conta de que atualmente há 1,5 milhão de agricultores familiares trabalhando em 404 milhões de unidades rurais de menos de dois hectares; 410 milhões cultivando em colheitas ocultas nos bosques e savanas; entre 100 e 200 milhões dedicados ao pastoreio;  100 milhões de pescadores artesanais; 370 milhões pertencem a comunidades indígenas.

Além de mais 800 milhões de pessoas que cultivam hortas urbanas. No Brasil, segundo o Censo Agropecuário de 2006, entre 1996 e 2006, havia 13,7 milhões de pessoas ocupadas na agricultura familiar.

A Agricultura Familiar no Brasil – A Agricultura Familiar é hoje responsável por 70% dos alimentos consumidos pelos brasileiros. De acordo com o Censo Agropecuário de 2006 – o mais recente feito no país -, são fornecidos pela agricultura familiar os principais alimentos consumidos pela população brasileira: 87% da produção nacional de mandioca, 70% da produção de feijão, 46% do milho, 38,0% do café, 34% do arroz, 58% do leite, possuíam 59% do plantel de suínos, 50% do plantel de aves, 30% dos bovinos, e produziam 21% do trigo.

No Censo Agropecuário de 2006 foram identificados 4,3 milhões de estabelecimentos de agricultores familiares, o que representa 84,4% dos estabelecimentos agropecuários brasileiros. Este segmento produtivo responde por 10% do Produto Interno Bruto (PIB), 38% do Valor Bruto da Produção Agropecuária e 74,4% da ocupação de pessoal no meio rural (12,3 milhões de pessoas).

Pela lei brasileira (11.321/2006) que trata da Agricultura Familiar, o agricultor familiar está definido como aquele que pratica atividades ou empreendimentos no meio rural, em área de até quatro módulos fiscais, utilizando predominantemente mão-de-obra da própria família em suas atividades econômicas. A lei abrange também silvicultores, aquicultores, extrativistas e pescadores. (Com informações da Assessoria de Comunicação do MDA).

05:16 · 23.11.2011 / atualizado às 05:16 · 23.11.2011 por

Diário do Nordeste

Agricultura Familiar

Agrinorte deve gerar R$ 15 mil em negócios

Publicado em 23 de novembro de 2011

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A ovinocaprinocultura está entre os destaques do evento que reúne pequenos produtores
DIVULGAÇÃO

Incentivo ao pequeno produtor, com capacitação e palestras, é meta da Feira da Agricultura de Sobral

Sobral Com uma estimativa de geração de R$ 15 mil em negócios para 30 agricultores familiares da região, começa, hoje pela manhã, no Centro de Convenções de Sobral, a IX Feira da Agricultura da Zona Norte (Agrinorte). O evento prossegue até sexta-feira, com vasta programação. São seminários, palestras, apresentação de projetos, Dia no Campo, Caminhão do Peixe, Exposição de Fotos Serra da Meruoca – Gente e Natureza, intercâmbio entre produtores e degustação de produtos. Participam da feira mais de dez Municípios da Zona Norte e do Baixo Acaraú.

A secretária de Agricultura e Pecuária de Sobral, Luiza Lúcia da Silva Barreto, revela que uma das principais preocupações da Agrinorte é com a capacitação da juventude rural. “Vamos realizar o seminário Juventude no Campo – desafios e oportunidades, no qual falaremos sobre políticas públicas para a juventude rural, incentivando os jovens a entrarem na agricultura familiar para a produção dos nossos alimentos”, destaca a secretária.

A abertura da feira será feita pelo prefeito de Sobral, Clodoveu Arruda; pela secretária Luiza Barreto e pelo presidente da Comissão de Agricultura, da Assembleia Legislativa, deputado Hermínio Resende.

Políticas públicas

E é exatamente com este tema “Agricultura Familiar – Desafio, Inovação e Sustentabilidade para o Desenvolvimento Rural” que a nova edição da Agrinorte acontece. “O espaço é ideal para mostrarmos o que estamos fazendo pela agricultura familiar, além de cobrar mais políticas públicas para o setor”, assevera Luiza Barreto.

Serão mostrados na Agrinorte projetos, que estão sendo desenvolvidos pela Embrapa Caprinos e Ovinos, como “Cordeiro do Acaraú” e “Nutrição de Frangos Caipiras”.

Há ainda na programação projetos do Instituto Agropolos, como o Selo da Agricultura Familiar; e da Secretaria Cearense da Pesca e Aquicultura para peixamento de açudes.

Outro destaque na Agrinorte é a cadeia produtiva da apicultura. Sobral, por exemplo, estima bater o recorde de produção de mel este ano, chegando a 40 toneladas. Toda produção é destinada para o cardápio da merenda escolar e ao Restaurante Popular do Município.

MAIS INFORMAÇÕES

IX Feira da Agricultura da Zona Norte (Agrinorte), de 23 a 25 de novembro, Centro de Convenções de Sobral
(88) 3611. 6311/ 3611.5835

Lauriberto Braga
Repórter

10:45 · 22.11.2011 / atualizado às 10:45 · 22.11.2011 por
20:30 · 21.11.2011 / atualizado às 10:56 · 22.11.2011 por

A Secretaria da Agricultura e Pecuária de Sobral acaba de divulgar a programação da IX Feira da Agricultura da Região Norte (Agrinorte). A Agrionorte acontecerá de quarta-feira (23) a sexta-feira (25), no Centro de Convenções de Sobral com o tema “Agricultura Familiar: Desafio, Inovação e Sustentabilidade para o Desenvolvimento Rural”. A abertura será às oito da manhã com as palavras do prefeito Clodoveu Arruda; de secretaria municipal de Agricultura e Pecuária, Luiza Barreto;  e do presidente da Comissão de Agropecuária da Assembleia Legislativa do Ceará, deputado Hermínio Resende.
A previsão é que dezenas de expositores de Sobral e de municípios da Zona Norte estarão presentes na Agrinorte. Eles vão exibir o potencial produtivo dos pequenos e médios agricultores da Zona Norte do Estado.
Segundo a secretária municipal Agricultura e Pecuária de Sobral, Luiza Barreto, a Agrinorte é “um momento de oportunidades voltadas para o empreendedorismo e à geração de renda. A Feira pretende divulgar novas tecnologias, conhecimentos, produtos e serviços nas áreas da agricultura familiar, do agronegócio, de agrotecnologia e da capacitação profissional”.


PROGRAMAÇÃO

  • Palestras sobre aquicultura, apicultura, bovonocultura, agroecologia e linhas de crédito.
  • Debates com técnicos da Ematerce, Instituto Agropolos, Embrapa e Sebrae.
  • Mesas Redondas com técnicos da Adagri, Uva, Fetraece e Pronaf.
  • Ciclo de Encontros da Pesca e Aquicultura Familiar.
  • Feira de Agricultura Familiar da Zona Norte com degustação de produtos.
  • Exposição fotográfica “Serra da Meruoca, Gente e Natureza”, do Instituto Carnaúba.
  • Dia no Campo com intercâmbio às atividades produtivas familiares nos distritos sobralenses.
  • Caminhão do Peixe.
  • Projetos Cordeiro do Acaraú , Nutrição de Frangos Caipiras e Balde Cheio.

00:19 · 20.11.2011 / atualizado às 00:19 · 20.11.2011 por

aumento de produção

Cultivo de frutas exóticas

Publicado em 20 de novembro de 2011

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Frutas como o figo, cacau, azeitona, caqui, uva, maçã, pera têm ajudado a aumentar a pauta de exportação

Clique para AmpliarOs primeiros cultivos de produtores, que vieram da região de Pouso Alegre (MG) e se instalaram em São Benedito, mostraram que a cultura se adapta bem ao clima da região
LAURIBERTO BRAGA

Os números de 2011 estão sendo fechados e as frutas exóticas já entram nas estatísticas de aumento de produção

Sobral O Ceará não planta só banana, em Uruburetama; café, em Baturité; e coco, em Paraipaba. No Ceará, a frase de Pero Vaz de Caminha, quando chegou ao Brasil, é bem adaptada: “aqui em se plantando tudo dá”. Com isso, os cearenses começaram a cultivar frutas exóticas como figo, cacau, azeitona, caqui, uva, maçã, pera e morango.

Estas frutas exóticas têm ajudado a aumentar a pauta de exportação cearense. Dados da Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece) apontam que o Estado saltou de 18 mil hectares de área plantada de frutas em 1999 para 39 mil hectares em 2010. A produção saiu de 316 mil toneladas, em 1999 para 810 mil toneladas, no ano passado. Os números de 2011 ainda estão sendo fechados, mas as frutas exóticas começam a entrar na estatística.

Doze fazendas distribuídas estrategicamente, no Vale do Jaguaribe, começaram este ano a cultivar maçã, cacau, pera, caqui e azeitona. O projeto é uma parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Agroindústria Tropical), Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Adece e União dos Agronegócios do Vale do Jaguaribe (Univale).

Contrato

Para tanto, foi celebrado um contrato com a empresa paranaense Viveiros Cone. Coube a Viveiros fornecerem as mudas de maça, pera e caqui, inicialmente. A plantação começou em agosto em áreas de oito empresas da Univale. Apesar da maçã, pera e caqui serem frutas próprias de regiões de clima temperado, a Embrapa desenvolveu tipos de sementes, que se adaptaram bem ao semiárido do Ceará.

A experiência de cultivar frutas de clima temperado já vem sendo aplicado com sucesso em Pernambuco e Bahia.

Este ano chegou ao Ceará e no ano que vem vai para o Rio Grande do Norte. O engenheiro agrônomo Paulo Roberto Lopes, da Embrapa Semiárido Petrolina (PE), revela o segredo para o plantio de frutas exóticas darem certo no semiárido nordestino. “Criamos um sistema de manejo específico para que essas frutas se desenvolvam mesmo em clima quente. O sistema funciona com podas e inibidores de crescimento, que favorecem uma melhor produção”.

As vantagens do cultivo de plantas exóticas no Nordeste são enormes. “A principal vantagem de se produzir espécies frutíferas típicas de regiões mais frias no semiárido tem a ver com o custo do produto para o consumidor final. Uma economia seria com o frete, que encurtado em pelo menos quatro mil quilômetros, distância o Nordeste das áreas produtoras”, atesta Paulo Roberto Lopes.

Novo caqui

A Embrapa-Agroindústria Tropical está desenvolvendo um projeto de plantação de caqui no Ceará. A plantação de caquizeiro que, na maioria das vezes, é lento no seu início, deve ganhar mais celeridade com os experimentos da Embrapa. A produção de caqui é perene com longevidade de dezenas de anos. Instalado o pomar, o caquizeiro entra em frutificação em média a partir do terceiro ano. Mas os pesquisadores da Embrapa estão desenvolvendo um projeto para que o caqui comece a dar, já a partir do primeiro ano de plantação, com uma produção de 150 quilos/ano por pé.

Uma das culturas exóticas, que se adaptou bem no Ceará foi a figueira. O figo teve uma boa área plantada na Chapada do Apodi, em Limoeiro do Norte. Mesmo com o período menor de produção, a qualidade do figo ali produzido foi bem superior os demais plantados no Brasil.

A plantação de figo cearense aconteceu no Sítio Matriz e inicialmente foram quatro hectares, que deram a primeira produção para exportação em 2005 nove toneladas. O figo encontrou em Limoeiro do Norte a terra prometida para uma produção estimada de 60 toneladas nos próximos anos. Mas, devido a crise econômica mundial de 2010, a produção foi suspensa em 2011. Há promessa de volta em 2012.

Condições favoráveis

O presidente do Instituto Frutal, Euvaldo Bringel, diz que as frutas exóticas não foram trazidos à toa para o Ceará. “Estes cultivos só vêm reforçar uma tendência de introdução de novas variedades no Estado”, afirma Bringel. Organizador da Frutal há 17 anos, Euvaldo Bringel destaca que a feira tem mostrado este potencial cearense. “Ao longo da história da Frutal, a gente tem trazido novas cultivares de melão e uva. A vinda das frutas temperadas não foi aleatória”, destaca, lembrando que a ideia do Instituto Frutal é obter o máximo do clima, de forma sustentável, respeitando o Meio Ambiente. “Como o clima da gente não pode mudar, e o solo também não, podemos adaptar a inteligência do homem para produzir na natureza. É isso que estamos conseguindo: reescrever a história do Ceará por meio da plantação de frutas que antes era inimaginável se cultivar no Estado do Ceará”. (L.B.)

SERRA DA IBIAPABA

Manejo com sistema semi-hidropônico

Sobral Técnicos da Embrapa Agroindústria Tropical) e do Instituto Agropolos desenvolvem um projeto de produção de morangos no sistema semi-hidropônico, na Serra da Ibiapaba. Financiado pelo Banco do Nordeste do Brasil (BNB), por meio do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundeci), o projeto é tocado pelo engenheiro agrônomo, PhD em Engenharia de Biossistemas, da Embrapa Agroindústria Tropical, Fábio Rodrigues de Miranda; e pelo técnico do Instituto Agropolos – escritório da Ibiapaba, Antônio Augusto.

A empresa beneficiada é a Morangos Ibiapaba Ltda, localizada em Ibiapina. O projeto começou em julho passado e deve começar a ser implantado em janeiro de 2012, inicialmente em dois hectares de morangueiros. Será desenvolvido até dezembro de 2012, com o objetivo de aperfeiçoar o sistema de produção do morangueiro na região da Serra da Ibiapaba.

“O projeto vai avaliar a produção de quatro variedades de morango, cultivadas no solo e em substrato de fibra de coco (sistema semi-hidropônico)”, adianta Miranda. Segundo ele, o projeto quer identificar as principais pragas e doenças, suas épocas de ocorrência e graus de severidade em cultivo convencional (no solo) e semi-hidropônico de morango. Outro ponto do projeto é caracterizar física e físico-quimicamente frutos de morango produzidos sob cultivo semi-hidropônico e sob cultivo convencional (no solo). Pretende ainda caracterizar sensorialmente frutos de morango produzidos sob cultivo semi-hidropônico e sob cultivo convencional (no solo).

As metas do projeto são ousadas. Pretende determinar até dezembro de 2012 a viabilidade técnica e econômica da utilização de um sistema de produção semi-hidropônico de morango em substrato de fibra de coco. “Queremos identificar as principais pragas, doenças e inimigos naturais de ocorrência em cultivo convencional e semi-hidropônico de morango no Ceará, num prazo de 18 meses e determinar, no prazo de 12 meses, as variedades de morango que proporcionem maior produtividade comercial e melhor qualidade pós-colheita e sensorial dos frutos em cultivo convencional, no solo, e semi-hidropônico”, relata Fábio.

Justificativa

O cultivo do morangueiro está em expansão na Serra da Ibiapaba. Os primeiros cultivos realizados por produtores, que vieram da região de Pouso Alegre (MG) e se instalaram em São Benedito, mostraram que a cultura se adapta bem ao clima da região, com redução do tempo para o início da colheita e menor incidência de pragas e doenças, em relação aos plantios do Sudeste do Brasil. Como consequência, há redução de custos de produção. Uma vez que os mercados próximos (Ceará, Piauí e Maranhão) são abastecidos por frutos provenientes de regiões distantes e com altos preços, a boa rentabilidade da cultura tem estimulado o crescimento da área.

Segundo relatos dos produtores, nas condições climáticas do local, as colheitas iniciam-se aos 45 dias após o transplantio e podem se estender por um ano. Nas regiões Sudeste e Sul, em virtude do fotoperíodo e de baixas temperaturas, a colheita do morango inicia-se de 60 a 80 dias após o transplantio, podendo-se prolongar por quatro a seis meses. Os principais problemas existentes no sistema de produção utilizado pelos produtores da Ibiapaba estão relacionados à nutrição da cultura e a qualidade dos frutos, que ainda são menores que os morangos das regiões tradicionais de cultivo no Brasil.

O sistema de produção de morango na região da Ibiapaba segue as práticas utilizadas na região de origem dos produtores mineiros e ainda necessita de aperfeiçoamentos e adaptações para as condições locais, como, por exemplo, a identificação de variedades mais produtivas e com frutos de melhor qualidade. O uso do sistema semi-hidropônico, com as plantas sendo cultivadas em um substrato e fertirrigadas com solução nutritiva, a exemplo do que ocorre em outras regiões, pode ser uma solução para os problemas observados na região da Ibiapaba, na medida que, ao proporcionar uma nutrição equilibrada da planta, a produtividade e a qualidade dos frutos melhoram consideravelmente.

Outro importante aspecto a ser considerado, cita o projeto da Embrapa, é que essa tecnologia possibilita uma significativa redução no uso de agrotóxicos no cultivo do morango, com ganhos para o meio ambiente e para a saúde dos trabalhadores e do consumidor. Além disso, o sistema de cultivo proposto apresenta vantagens com relação à melhoria das condições ergonométricas de trabalho para os operários rurais.

Segundo dados da Embrapa, utilizando o sistema semi-hidropônico proposto, o custo anual de produção do morango para uma área de cultivo protegido de 315 metros quadrados é de R$ 18.650,00 no primeiro ano e R$ 14.068,00 no segundo ano. A produtividade média obtida utilizando o sistema proposto no Rio Grande do Sul é de 1,2kg por planta, totalizando uma produção de 5.400 kg/ciclo/ano. (L.B.)

Produção

810 mil toneladas de frutas foram produzidas no ano passado. Os números de 2011 ainda estão sendo fechados, no entanto, as frutas exóticas começam a entrar na estatística.

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