Diário Zona Norte

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Z.NON no CCBNB

Publicado em 10/02/2012 - 15:12 por | Comentar

Categorias: Cultura

Uma exposição marcará os dez anos da morte do artista plástico sobralense Zenon Barreto. Denominada “Z.NON”, a mostra será aberta amanhã (11), às 16 horas, no Centro Cultural Banco do Nordeste-Fortaleza (Rua Floriano Peixoto, 941 – Centro). Com entrada franca, a exposição ficará em cartaz até 18 de março próximo com os seguintes horários de visitação: terça-feira a sábado, de 10 às 20 horas; e aos domingos, de 12 às 18 horas.
Zenon da Cunha Mendes Barreto foi um pintor, desenhista, gravador, escultor, cenografista e ilustrador cearense, nascido em Sobral em 31 de dezembro de 1918 e falecido em Fortaleza em 18 de janeiro de 2002.
O artista chegou em Fortaleza e ingressou na Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP) em 1949. Participou e foi premiado em diversos eventos: Salão de Abril, Salão de Arte Moderna, Bienal Internacional de São Paulo, Panorama de Arte Atual Brasileira e Salão de Artes Plásticas do Rio Grande do Sul, entre outros.
Zenon ministrou cursos de desenho, atuou como cenógrafo e figurinista em peças encenadas no Theatro José de Alencar, em Fortaleza. Em 1950, coordenou a restauração da Casa de José de Alencar, e publicou os álbuns “Dez Figuras do Nordeste”, documentário com xilogravuras de arquétipos humanos nordestinos com poemas de cordelistas cearenses e prefácio de Câmara Cascudo, e “Ritos, Danças e Folguedos do Nordeste”, documentário com xilogravuras prefaciado pelo poeta cearense Patativa do Assaré.
Possui obras no Museu Nacional de Belas Artes, Palácio da Abolição (Fortaleza), Paço Municipal de Fortaleza, Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade de Fortaleza (Unifor), Embaixada do Brasil em Londres, e é co-autor do grande vitral do Instituto de Arte Contemporânea da Fundação Armando Álvares Penteado. Possui diversas esculturas em logradouros de Fortaleza, sendo a mais famosa a que retrata a figura de “Iracema”, personagem do romance de José de Alencar, encravada na praia do mesmo nome. (Com informações da Assessoria de Comunicação do Centro Cultura do BNB-Fortaleza).

Marga Llin

Publicado em 25/11/2011 - 16:08 por | Comentar

Categorias: Cultura

A exposição Arlequimas e Cavalheiros, de Marga Llin está em cartaz, na Casa de Cultura de Sobral, até 30 de dezembro próximo. Os horários de visitação são de terça a sexta de oito ao meio dia e das duas da tarde às nove da noite; aos sábados de nive da manhã ao meio dia e das cinco da tarde às nove da noite; e aos domingos de cinco da tarde às nove da noite

Marga Llin

Publicado em 22/11/2011 - 10:41 por | Comentar

Categorias: Cultura, Sobral

A artista espanhola Marga Llin, expõe suas pinturas a partir de quinta-feira (24), às 19 horas,  até 30 de dezembro de 2011, na Casa de Cultura de Sobral. A exposição “Arlequins e Cavaleiros”, com apoio da Secretaria de Cultura e Turismo de Sobral, tem a curadoria de Francisco Lara, que assim apresenta a artista valenciana:
“Existem autores, que situam o início da era astrológica de Aquário para os próximos anos. Aquário é uma das doze eras definidas no conceito de ano platônico ou “grande ano egípcio”, por causa do fenômeno astronômico conhecido com o nome de “precesión de los equinoccios”. Sendo a astrologia um conjunto de crenças que acredita que os fenômenos astrológicos têm influência sobre os assuntos humanos. Pois bem, são muitos os astrólogos que acreditam que a “Era de Aquário”, que sucede a de Peixes com duração de aproximadamente dois mil anos, “trará consigo um tempo de irmanamento universal apoiado na razão, onde será possível solucionar os problemas sociais de forma justa e equitativa, e com maiores oportunidades para a melhoria tanto intelectual como espiritual”. Assim, especialmente os sábios das culturas tradicionais do Oriente, esperam que neste fim de Era, mudanças ocorram em consequência de uma maior presença em nossas vidas de uma nova energia ou qualidades femininas. Por isso, não é de se estranhar que atualmente, também no campo das artes visuais, as mulheres – como Marga Llin – se mostrem mais e exponham suas criações com uma profusão desconhecida até em tempos recentes.
As figuras da mostra “Arlequins e Cavaleiros”, de Marga Llin, cheias de força intuitiva, nos mostram o incontrolável poder com que a feminilidade está irrompendo em nossas consciências. Claro que a energia feminina não está somente nas mulheres, também se encontra no homem. Na frente dos acontecimentos, más ou menos catastróficos que vem acontecendo por todo o planeta, pressentimos a manifestação de uma nova consciência que esperamos, pouco a pouco, evolua para uma renovada humanidade: mais amorosa, compreensiva e criativa, qualidades de caráter feminino que habitam em todos os gêneros.
A contemplação de “Arlequins e Cavaleiros” de Marga Llin, que também poderia intitular-se “Sensualidade”, pode abrir um caminho ao espectador que o conduza ao seu interior, ao coração, ao amor que existe latente dentro de si. É nesse espaço, nesse estado de consciência, onde homens e mulheres podem deflagrar a evolução para um mundo mais pacífico, abundante e solidário.
Com um domínio e destacada perícia técnica da pintura, tanto sobre tela como sobre papel, fruto do trabalho diário, durante anos, em seu ateliê de Valência, a autora joga com seus arlequins e faz cavalgar seus cavaleiros na densa atmosfera da pintura espanhola, que transita de Velázquez a Picasso. Seus retratos mantém conscientemente uma frontalidade que somente é quebrada por uma certa timidez, evitando que as figuras olhem diretamente para o espectador.
A criação na obra de Marga Llin resulta de uma dualidade entre a imagem representada e o gesto, o ato de pintar tão necessário e fundamental em sua vida. Imagino a luz que irradia de seu coração irradia luz, como se fosse um Sol, criando as condições para expressar o seu imenso potencial criativo que, a partir de suas obras também é nosso.”

Esquartejada

Publicado em 09/11/2011 - 5:51 por | Comentar

Categorias: Cultura

A Biblioteca Municipal Lustosa da Costa exibe, a partir de amanhã (10), a exposição Esquartejada¸ da artista catalã Marisa Jorba Nadal, conhecida como Maïs. Esquartejada é uma instalação recriando corpos de mulheres esquartejadas, em memória às mortes violentas de mulheres da cidade de Juárez, no México.
Marisa Jorba Nadal nasceu em Barcelona, mas vive atualmente entre Nova Iorque e Paris, concentrando sua produção em instalações, composição de objetos e ready made, uma estratégia de uso de objetos não artísticos, que são trazidos para o âmbito da arte. A artista possui exposições em diversos países como Alemanha, França, Suíça, Japão e Estados Unidos, além de seu país natal, a Espanha. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Sobral).

Ele será lançado dia 17

Publicado em 08/11/2011 - 14:40 por | Comentar

Categorias: Cultura

Carlos Dias lança dia 17, às 19 horas, o livro "Ele", no Lenas Buffet, em Sobral

 

“Ele” é o terceiro livro do professor, jornalista e pedagogo Carlos Dias. O livro é um romance psicanalítico, como o próprio autor define. “Ele” tenta retratar o ser humano em sua essência. Com 100 páginas “Ele” será lançado, na quinta-feira (17), às 19 horas, no Lenas Buffet, com direito a música, teatro, artes plásticas e noite de autógrafo. 

Ao escrever a orelha do livro, o educador Tales de Sá Cavalcante diz que já se vão 112 anos e, até hoje, ainda existe a polêmica se Capitu traiu Bentinho ou não, na obra de Machado de Assis. “Talvez, consciente ou inconscientemente, Carlos Dias, de forma magnífica, tenha se inspirado em Machado e Assis ao escrever ‘Ele’. Mas Carlos Dias também ficará a nos dever se a realidade está na verdade masculina e impressionista do Jardineiro ou na verdade feminina e expressionista da Governanta”. 

Diferente do primeiro livro “Vida Gera Vida” 1985), que versou sobre a poesia, e do segundo “Dicotomia” (2001), uma rapsódia (termo do Romantismo, no Século XIX usado para classificar as composições que não seguiam uma estrutura fixa. No período do Clássico da Literatura, havia o soneto, uma forma rígida de composição. No Romantismo, o poema perdeu a forma fixa, mas manteve o ritmo, os versos, as ideias, e essa liberdade poética e musical é que deu origem a rapsódia), Carlos Dias volta dez anos depois a publicar uma obra, que antes mesmo de ser lançada oficialmente causa polêmica. 

Os seus primeiros leitores questionam “Ele” como “os relatos que nos alertam para a existência deste personagem, ‘Ele’, presente em cada um de nós”, como diz padre João Batista Frota. Mas o professor Almino Rocha Filho destaca “Ele” como “um dos incontáveis causos que Carlos Dias tem catalogado” e diz que “Ele” é o diabo. 

Em sua crítica, Tales de Sá Cavalcante, vai mais além: “Cícero (Marcos Tullius Cícero viveu de 106 a 42 anos antes de Cristo), um dos destaques da Roma Antiga, escrevia cartas tão perfeitas sobre homens, revoluções e generais, que seu amigo Comelius dizia não haver necessidade de mais uma descrição da história da época. Já eram suficientes as Cartas de Cícero”. E, segundo Tales, “Carlos Dias em ’Ele’ revela-se, por sua mente flexível, como o filósofo romano Cícero, e a exemplo e Vinicius de Morais, Tom Jobim, Chico Buarque, sua inspiração é o maior nos bares da vida. por isso, este livro poderia ter recebido o nome de “A Cícero”, ao brindar o lugar onde aflora a criatividade de Carlos Dias”. 

Tales continua a critica, lembrando, que o autor “preferiu o título ‘Ele’, “mas quer saber objetivamente que é ‘Ele’ significa o mesmo que desejar extrair de Machado de Assis se Capitu era fiel a ela, a Bentinho, à vida ou a ninguém”. Tales arremata afirmando que “talvez daqui a 112 anos ainda não saibamos”. 

Em ”Ele”, Carlos Dias conta a história de duas pessoas. Um jardineiro e uma governanta, que vão trocando ideias sobre a existência. “É um mundo de personagens assolados pelos seus condicionamentos de situações”, lembra o professor Marcos Mello, que define o livro como “um mergulho no Eu”. 

“Ele, de Carlos Dias está em terceira pessoa retratando as visões de alguém que assume as ‘rédeas’ das vidas de seres à mercê das próprias vontades”, continua Marcos Mello, para ressalvar que “não se preocupe que não é o autor quem faz isso. Ele tem uma estrutura dialogal com Nietsche (filósofo alemão Friedrich Wilhelm Nietsche nascido em 1844 e que viveu até 1900). No enredo não há passividade aparente, há sim sugestivamente o convite a passear, a imaginar cada imagem de abertura dos capítulos”. 

Marcos Mello ressalta que “em Ele, a escrita direta e precisa de Carlos Dias revela o poder de síntese e um estilo marcado pela palavra direta, pela frase certeira, como toques de sugestão, de intenções ordenadas, de experiências aparentemente próprias”. 

Professor Marcos Mello encerra sua crítica de “Ele” provocando: “imagine-se em cada visão, entrelace sua imaginação a todos os personagens do exótico e simples universo d’Ele. Mas cuidado: ler neste caso é ser cúmplice do fálico desejo”. 

Autor da contracapa de “Ele”, Almino Rocha, membro da Academia Sobralense de Letras, diz que o livro de Carlos Dias “apesar de escrito por um pedagogo, este não é absolutamente, um livro destinado ao público amante da Filosofia, nem mesmo ao simples estudo das regras gramaticais de aplicação e uso da terceira pessoa singular do pronome pessoal de quem se fala”. 

Para Almino Rocha, “Ele tem tudo a ver com o conjunto de atitudes do indivíduo diante do meio social”. Mas para o crítico a “obra transcende o estreito circulo de paixões e de sentimentos de que nos fala Rebelo da Silva (escritor português Luís Augusto Rebelo da Silva viveu de 1822 a 1871)”. 

Almiro Rocha diz que “no Nordeste brasileiro, mais do que um simples pronome, Ele é eufemismo de diabo”. O imortal Almino Rocha identifica em “Ele”, o diabo e tenta justificar esta constatação afirmando que “curioso do comportamento humano, diante de fatos não habituais, Carlos Dias, em suas raríssimas horas ociosas, dedica-se a anotar atitudes inusitadas de um personagem eufêmico: Ele, o diabo”. Será? 

Carlos Dias diz que não. “Não vejo ‘Ele’ como o diabo. Vejo-o como um romance psicanalítico, aonde os personagens vão discutindo e mostrando o que há por trás das coisas. Coloco o homem para sentir as dores humanas. O cenário é este. Do homem se discutir. Tento fazer isso numa prosa poética romanceada em períodos curtos, mas muito bem ilustrado por Chico Marçal, um sobralense de traço prefeito, que enriquece o nosso livro”. 

Após o lançamento de “Ele”, Carlos Dias, no dia 18 de novembro, no Theatro São João, participa da gravação do DVD do poema Hereditários e logo em seguida pretende estar de feiras de livros e concursos literários com o seu “Ele”. 

MAIS INFORMAÇÕES 

Lançamento do livro “Ele”, de Carlos Dias, no dia 17 de novembro, às 19 horas, no Lenas Buffet, na Avenida Doutor José Arimatéia Silva, 300 – Bairro Junco – Sobral. Telefone: (088) 3611.5390.

Fala Viola

Publicado em 02/11/2011 - 17:51 por | Comentar

Categorias: Cultura

A Prefeitura de Sobral promove mais uma noitada da Viola Enluarada. Será amanhã, às oito e meia da noite, no anfiteatro do Largo das Dores. Participação de Léo Medeiros, Geraldo Amâncio, Antônio Pontes, José Eufrásio e Damião Libório. Grátis

Visconde de Saboia

Publicado em 30/10/2011 - 1:11 por | Comentar

Categorias: Cultura

A mesa presidente do lançamento do livro "Visconde Saboia", comandada pelo reitor da UFC, Jesualdo Farias; prefeito de Sobral, Veveu Arruda; e secretária de Educação do Ceará, Izolda Cela(foto Site Sobral em Revista)

Bastante prestigiado o lançamento do livro “Visconde de Saboia – A Filosofia como Princípio e a Medicina como Missão”, na Universidade Federal do Ceará (UFC), de Sobral. Os autores da publicação Gerardo Cristino Filho e Geovane Mont’Alverne autografaram o livro para dezenas de pessoas.

Museu Madi na Casa Cor Ceará

Publicado em 28/10/2011 - 18:18 por | Comentar

Categorias: Cultura

A Casa Cor Ceará anuncia que sua 13ª edição abre ao público nos feriados de 2 e 15 de novembro próximos. O evento, o maior de arquitetura, decoração e paisagismo das Américas, e o segundo maior do mundo, acontece em imóvel localizado na av. Almirante Tamandaré, 22. Inserida no processo de revitalização e requalificação da Praia de Iracema, a Casa Cor Ceará contribui com essa ação, incentivando a circulação de público e visibilidade do local, que faz parte da cultura e da história cearense. São mais de 50 ambientes divididos em uma área construída de aproximadamente 3.000 metros quadrados, que contam com áreas diferenciadas de Morar, Comercial, Social e Gastronomia. A arte também se faz presente com a exposição Chita, Chitinha, Chitão, que mostra a beleza desse típico produto nordestino, e o Museu Madi de Sobral, com parte de seu acervo exposto no local.

(Com informações da Assessoria de Imprensa da Casa Cor Ceará – Dois.Com

Visconde de Saboia

Publicado em 28/10/2011 - 7:16 por | Comentar

Categorias: Cultura

De Lustosa da Costa: “Hoje, às sete da noite, no Campus de Sobral, mais precisamente onde se situa o Curso de Medicina, seu diretor Gerardo Cristino lança livro de sua autoria e da historiadora Giovana Saboia sobre Vicente (Visconde) de Saboia, o parteiro da Princesa Isabel, diretor da Faculdade de Medicina do Rio e autor de livro sobre partos, em francês, que teve êxito nas universidades da Europa”.

Dados extraídos do wikipedia:

Vicente Cândido Figueira de Saboia, primeiro e único Barão e depois Visconde de Saboia, nasceu em Sobral em 13 de abril de 1836 e morreu em 18 de março de 1909, em Petrópolis . Foi um grande médico. Era o sexto dos dez filhos de José Saboia (1800 – 1870), magistrado e coronel da Guarda Nacional, e de Joaquina Inácia Figueira de Melo Saboia (1803 – 1873). Dentre seus irmãos, destaca-se o magistrado Antônio Firmo Figueira de Saboia, desembargador da Relação do Ceará. Pelo lado materno, era sobrinho de Jerônimo Martiniano Figueira de Melo e de João Capistrano Bandeira de Melo. Formou-se em Medicina pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, onde doutourou-se em 1858. Após concurso, foi nomeado, em 1859, Opositor da Secção Cirúrgica e, em 1871, catedrático de Clínica Cirúrgica, lecionando por mais de vinte anos. Assumiu a Diretoria da Faculdade em 1881, e, no ano seguinte, tornou-se médico do Paço. Incumbido pelo governo para preparar um plano completo de reforma do Ensino Superior, apresentou projeto, amplamente desenvolvido, que serviu de base para o Decreto de 19 de abril de 1879, estabelecendo o ensino livre. Foi sócio correspondente da Academia Cearense de Letras, do Instituto do Ceará, da Real Academia de Medicina de Roma, da Academia de Medicina e da Sociedade de Cirurgia deParis e um dos primeiros conselheiros da Ordem Médica Brasileira. Autor de inúmeros trabalhos científicos, especialmente na área de cirurgia. Em comissão da Faculdade, foi à Europa estudar as organizações de ensino médico e, em1881, já nomeado Médico da Casa Imperial e Cirurgião da Corte, é designado diretor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro. Exerceu este cargo com excepcional eficiência durante oito anos, afastando-se com a Proclamação da República, em solidariedade ao Imperador, de quem era amigo e médico particular. Com o seu pedido de demissão, feito em caráter irrevogável, recebeu o título de DIRETOR HONORÁRIO, honraria jamais concedida até hoje a qualquer outro membro da sua congregação. Da Academia de Medicina, além de instituições científicas nacionais, Visconde de Saboia foi membro titular da Sociedade de Obstetrícia de Londres, da Academia de Ciências de Lisboa, da Academia de Medicina de Paris – primeiro representante da medicina sul-americana -, da Academia de Medicina de Roma e da Sociedade de Cirurgia de Paris. Em sucessivas viagens à Europa, onde era conhecido como o mais completo cirurgião da América do Sul, frequentava os mais famosos centros cirúrgicos, estabelecendo contato com seus maiores expoentes, como Lorde Joseph Lister, de Glasgow, de quem aprendeu e trouxe ao Brasil o MÉTODO ANTISSÉPTICO, que lhe permitiu praticar como rotina a cirurgia abdominal – antes disso, abrir um abdômen era uma aventura. Foi o primeiro a usar no Brasil a atadura gessada. Sua atividade literária também foi extraordinária: escreveu cerca de 35 trabalhos científicos, dentre os quais destaca-se TRAITE THEORIQUE ET PRATIQUE DES ACCOUPLEMENTS, livro adotado por muitos anos nas Faculdades de Louvain (Bélgica) e Montpellier (França). No terreno profano, cumpre citar A VIDA PSÍQUICA DO HOMEM, sobre os sempre polêmicos temas materialismo e espiritualismo. Sua obra de maior repercussão foi a REFORMA DO ENSINO MÉDICO DO BRASIL, encomendada pelo ministro Carlos Leôncio da Silva Carvalho. Com as reformas materiais e os novos métodos de aprendizagem e investigação científica que introduziu, colocou a Faculdade que dirigia em pé de igualdade com as melhores e, por vezes, superior às européias. Com um retrato a óleo de corpo inteiro, na Galeria de Honra (Salão Nobre da Reitoria), a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro prestou homenagem ao seu maior diretor de todos os tempos.

Casamento e descendência

Vicente casou-se em 6 de janeiro de 1861, no Rio de Janeiro, com Luísa Marcondes Jobim, natural do Rio Grande do Sul, filha do senador José Martins da Cruz Jobim e de Maria Amália Marcondes. O casal teve cinco filhos:

  1. Edmundo Jobim de Saboia (*1862), médico;
  2. Eduardo Jobim de Saboia, engenheiro;
  3. Adelaide Jobim de Saboia;
  4. Julieta Jobim de Saboia, mãe de Augusto Saboia da Silva Lima, ex-ministro doTribunal Superior Eleitoral;
  5. Maria Luísa Jobim de Saboia, mãe de Aníbal de Saboia Lima, ex-diplomata.

Campelo Costa ganha Prêmio Casa Cor Ceará 2011

Publicado em 27/10/2011 - 23:37 por | 1 Comentário

Categorias: Cultura

Campelo Costa recebeu o Prêmio Casa Cor Ceará 2011-Sebrae, em nome do Museu Madi de Sobral (foto Inês Martins)

O secretário de Desenvolvimento da Cultura e do Turismo de Sobral, Campelo Costa, recebeu hoje à noite, na Casa Cor Ceará 2011, em Fortaleza, o Prêmio Casa Cor Ceará 2011, conferido pelo Sebrae/CE, em parceria com o Centro Ceará Design. Campelo montou um mini Museu Madi, na Casa Cor.

A premiação trouxe a temática “Dia a dia com tecnologia” e o foco maior esteve na atuação projetual voltada à conservação do meio ambiente, considerando a importância da sustentabilidade no processo de produção e de consumo. Outro item reconhecido pelo Prêmio foi o encontro entre artesanato e design, igualmente desenvolvido com o foco na responsabilidade sócio-ambiental.

Ao todo, 27 profissionais, dentre os que executaram projetos para a Casa Cor Ceará 2011, se inscreveram para participar da premiação e cada um teve a opção de concorrer com até três trabalhos, em caráter individual e em equipe, sendo que todos os projetos tiveram apenas um responsável técnico, considerado como autor principal.
Este ano, o Prêmio Casa Cor Ceará foi dividido nas categorias: Ambiente com ênfase no design, que contempla peças do mobiliário cearense; Ambiente com ênfase no Artesanato – melhor uso e valorização do artesanato cearense; Ambiente com ênfase nas Artes plásticas – melhor uso e valorização das obras de arte de origem cearense; Ambiente Verde – projeto com foco na sustentabilidade e Melhor Ambiente de Uso Público e Comercial.
Embora os critérios de avaliação sejam específicos para cada categoria, eles tem itens em comum, como originalidade e solução da forma, funcionalidade, relação custo/ benefício, substituição de materiais poluidores ou reutilização de materiais e emprego de materiais naturais, renováveis e biodegradáveis.
Foram considerados critérios eliminatórios o desrespeito às legislações trabalhistas, condições de trabalho prejudiciais à saúde dos funcionários, presença do trabalho infantil na cadeia produtiva ou na fabricação do produto final e descumprimento das normas técnicas presentes na legislação que regulamenta o produto.
O processo de seleção dos finalistas do Prêmio Casa Cor Ceará aconteceu em três etapas. Na primeira, foi realizada a triagem, com a comissão organizadora excluindo aqueles trabalhos em desacordo com o regulamento. Na segunda etapa, o comitê técnico visitou a Casa Cor, guiado pela Comissão Organizadora do evento e, na última etapa, foi feita a seleção dos finalistas.
Além dos vencedores do Prêmio Casa Cor Ceará 2011, o Sebrae/CE homenageou os profissionais, artesãos, artistas plásticos e, ainda, as pequenas empresas que participaram do “Loft Cearense”, ambiente coordenado pelo Sebrae/CE na mostra deste ano e que conta com produtos Made in Ceará.
A versão cearense da Casa Cor 2011 – maior evento de arquitetura, decoração e paisagismo das Américas e o segundo maior do mundo -, acontece até 22 de novembro, no imóvel do século XIX localizado de frente para o mar na Avenida Almirante Tamandaré, 22, na Praia de Iracema. A realização da mostra nesse espaço contribui para o processo de revitalização e qualificação da orla de Fortaleza.
“Casas”
Esta é a décima terceira edição da Casa Cor Ceará, que, este ano, ocupa 6.400 metros quadrados de área e reuniu 70 profissionais de arquitetura e 55 ambientes. Para apresentar uma maior diversidade, os ambientes foram distribuídos em duas “Casas”, sendo uma delas com 320 metros quadrados, localizada na área já construída do prédio, e a outra montada sob uma estrutura metálica sendo a “Casa do Futuro”, com 180 metros quadrados.

“MUNDO JERI”

Destaque na noitada as roupas e acessórios com a nova identidade visual da produção artesanal da praia de Jericoacoara. Através de desfile as crocheteiras da comunidade divulgaram seus trabalhos, desenvolvido em parceria com designers e consultores, e que resultou em peças diferenciadas, capazes de encantar e agregar valor.
A iniciativa integra o Projeto “Destinos Referência no Segmento de Sol e Praia”, desenvolvido pelo MTur, em parceria com o Sebrae/CE, e que levou a comunidade a resgatar suas tradições e raízes culturais, aprimorando a técnica e descobrindo no associativismo a possibilidade de crescimento coletivo sustentável.
Essa é a segunda vez que a praia de Jericoacoara é palco de uma iniciativa do gênero. A primeira ação desse tipo foi realizada em 2008 e resultou na marca “Mundo Jeri – Cultura, Natureza e Magia”. Desta segunda vez, um novo grupo de artesãs participou da vivência que continua com o mesmo foco: dar identidade aos produtos confeccionados pelas artesãs da praia.
A exemplo da primeira edição, durante uma semana, artesãos, consultores em design de produto, estilistas e técnicos do Sebrae/CE fizeram um trabalho de imersão que, ao final, resultou nos novos produtos que, junto com as peças da primeira coleção, estiveram no desfile de hoje.

“Mar de Emoções”

Nesta segunda edição, a coleção das artesãs de Jericoacoara foi batizada de “Mar de Emoções” por privilegiar os elementos marinhos, e representou uma ação do Fortalecimento da Produção Associada ao Turismo, dentro do projeto “Destinos Referência”, coordenada pelo Sebrae/CE, tendo como parceiros o Ministério do Turismo, Governo do Estado e a Prefeitura Municipal de Jijoca de Jericoacoara.


Editora Verdes Mares Ltda.

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