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Tag: Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme)


15:38 · 17.04.2018 / atualizado às 17:58 · 17.04.2018 por
Açude Jaburu I, Ubajara-CE; mudança positiva no volume de água do Jaburu reacende esperança dos moradores da Ibiapaba (Foto: Moisés Teixeira).

Ubajara A segunda quinzena de abril, entre os dias 15 e 16, iniciou com chuvas em mais de 100 municípios do Ceará. E nessa terça-feira (17), as precipitações seguem intensas, com registros em 115 municípios. Com destaque para Aracoiaba (136 mm), localizada na microrregião de Baturité; Quixadá (125 mm), no Sertão Central, e Ibaretama (122 mm), na microrregião de Quixeramobim. A lista das 10 maiores chuvas do dia traz, ainda, destaque para 4 municípios da região Norte do Estado, que tem sido banhada com relativa frequência, desde o mês de março: Cariré (104 mm), Tianguá (103), Amontada (101) e Granja (100).

Acúmulo

Na Serra da Ibiapaba, ainda na região Norte, o Açude Jaburu I, localizado em Ubajara, responsável pelo abastecimento local, já acumula, até está terça-feira (17), o melhor índice desde outubro de 2014, com 31% de sua capacidade. E essa elevação do nível do reservatório foi possível graças a grande ocorrência de chuvas nessa macrorregião, que acumula, desde o início desde ano, 689.5 m³. Segundo dados da Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o Jaburu I tem atualmente 44,21 milhões de litros d’água, o que representa 31,35% do volume útil. Em fevereiro do ano passado, o nível era de apenas 12,61%, ou seja, 17,81 milhões de litros, o que refletia a crise hídrica que se estendeu pelo Estado, ao longo de sucessivas estiagens, resultado de Quadras Chuvosas fracas.

Economia

Ainda, de acordo com a Cogerh, em 2011, com a falta de chuvas, o Ceará registrou apenas 196,9 milímetros, quando o Jaburu começou a diminuir seus níveis, enfrentando a pior estiagem desde sua fundação. Agora, com a relativa mudança de aporte, que traz um aumento considerável em sua capacidade hídrica, “as pessoas devem ter consciência do uso racional da água”, pelo menos é o que alerta Bartolomeu Almeida, coordenador do Núcleo de Gestão das Bacias do Coreaú e Acaraú, “para que possamos esperar o término da Quadra Invernosa de 2018, sinalizando qual será a melhor forma da utilização das águas, não somente do Jaburu, mas dos reservatórios, em geral, com predominância ao consumo humano. Por isso, o não desperdício é a palavra de ordem”, alertou.

Chuvas

Para a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), os registros dos últimos dias contribuíram para que as chuvas de abril ultrapassassem o observado no mês de março, quando as precipitações ficam abaixo da média. Até esta segunda, a Fundação aponta que a média deste mês encontra-se em 161,1 milímetros, contra os 120 mm do último mês. A expectativa é que as precipitações continuem a ocorrer nos próximos dias. ‘’Em março nós tivemos um período de redução chuvas, mas a primeira quinzena de abril foi de boas precipitações e os dados refletem em números animadores. Considerando o período até hoje, a Quadra Chuvosa, que teve início em fevereiro, pode ser considerada dentro da média, e ainda temos até maio”, comenta o supervisor da Unidade de Tempo e Clima da Funceme, meteorologista Raul Fritz.

Balanço parcial

De acordo com levantamento da Fundação, até o momento, mais de 50 municípios já registram chuvas acima da normal climatológica. Como são parciais, os dados ainda devem variar. As três macrorregiões mais beneficiadas durante a primeira quinzena de abril foram, o Litoral Norte (214.3 mm) e as regiões Jaguaribana (203 mm) e da Ibiapaba (202.9 mm), afirma o relatório.

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09:46 · 15.04.2018 / atualizado às 16:19 · 19.04.2018 por
Açude Milhãs, Pacujá-CE; moradores aproveitam sangria do açude como lazer, nesse final de semana (Foto: Hilberlan Pereira).

Granja- Com 35 e 30 mm registrados nos postos dos distritos de Pessoa Anta e Adrianópolis, neste domingo dia 15, o município de Granja continua no ranking das dez maiores chuvas divulgadas pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), que tem à frente, os municípios de Lavras da Mangabeira (100 mm), Baixio (82 mm) e Ipaumirim (72 mm), todos da Região Centro-Sul do Estado. Ao todo, 37 municípios cearenses foram banhados nesse domingo.

Enchente

Em Granja, cerca de 59 famílias, que tiveram suas casas completamente tomadas pela água, por conta da cheia do Rio Coreaú, continuam assistidas pela Secretaria de Assistência Social, que tem identificado o número de pessoas atingidas para dar apoio logístico. Alguns permanecem em casas de familiares, outros, foram incluídos no aluguel social, até que a situação mude. “Fomos orientados pela Defesa Civil Estadual, para disponibilizarmos preventivamente um local que possa receber as famílias, caso a situação se agrave”, explica a secretária Ana Luiza Rocha subsecretária da pasta.

Barragem Lima Brandão, Granja-CE; sacos de areia são colocados na parede da barragem que recebe as águas do Rio Coreaú, que inundou bairros da cidade de Granja (Foto: Marcelino Júnior).

Decretação Emergencial

O município recebeu representantes da Defesa Civil do Estado, que, ao longo do sábado e domingo últimos, percorrem as áreas atingidas para confirmar as informações repassadas pela Defesa Civil Municipal para ser possível dar entrada num processo de decretação de emergência. “Dentro de 15 dias teremos um processo completo para, se necessário, o município decretar a situação emergencial em busca de recursos do Estado e da União. Numa análise preliminar posso dizer que essa possibilidade existe”, disse Francisco Paiva Júnior, gerente de Homologação de Decretação do Estado.

Bairro da Lagoa, Granja-CE; com a cheia do Rio Coreaú, ruas foram tomadas pela água, que desabrigou famílias e fez do barco o meio de transporte de muitos moradores (Foto: Marcelino Júnior).

Açudes

O Ceará contabiliza 16 açudes que atingiram sua capacidade máxima, 23 com volume acima de 90%, e outros 94, abaixo dos 30% de volume. Na lista dos que sangraram, a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh) aponta o Acaraú Mirim, em Massapê; São Vicente, em Santana do Acaraú; Caldeirões (Saboeiro); Angicos (Coreaú); Diamantino II (Marco); Itaúna (Granja); Tucunduba (Senador Sá); Várzea da Volta (Moraújo); Itapajé (Itapajé); Quandú (Itapipoca); Cocó (Fortaleza); Germinal (Palmácia); Maranguapinho (Maranguape); Barragem do Batalhão (Crateús); Colina (Quiterianópolis); e Tijuquinha, em Batrurité.

Volume

Ainda, segundo dados da Cogerh, 76 açudes cearenses tiveram aporte de água com as últimas chuvas. O aumento foi de 98.936.393 m³ de volume armazenado. Considerando a estimativa do volume evaporado e o liberado nesse período, a conta do aporte fecha em 100. 918.048 m³ de água.

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12:28 · 27.02.2018 / atualizado às 12:29 · 27.02.2018 por
Martinópole-CE; cidade de Martinópole amanheceu com intensa neblina.

Martinópole- Na manhã desta terça-feira (27), os moradores de Martinópole, município distante de Sobral cerca de 90 quilômetros (CE- 362), foram surpreendidos com uma neblina que encobriu boa parte da cidade. O inesperado clima serrano tomou conta de ruas e avenidas, chamando a atenção para o fenômeno, incomum, devido a localização da cidade.

Umidade do ar

De acordo com David Ferran, meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), “apesar da cidade ser baixa, isso ocorre devido a umidade chegar próximo à 100% de sua saturação, daí se formam essas gotículas de água, que é essa nebulosidade que o pessoal vê. Normalmente, isso se forma em locais mais altos, como serras, por exemplo. O fenômeno se relaciona a umidade relativa do ar muito alta e pouco vento”, explica.

Graça-CE; Cachoeira do Belizário, no município de Graça, voltou a chamar a atenção dos moradores.

Paisagem

Com a presença da Estação das Chuvas, a região Norte cearense se recobre de verde e começa a atrair a atenção de moradores e visitantes. O mais novo local a ter sua paisagem modificada foi a Cachoeira do Belizário, maior ponto turístico natural da cidade de Graça. O local voltou a atrair a atenção dos moradores com as chuvas dos últimos meses.

Distante cerca de 6 quilômetros da sede de Graça, onde se trafega por uma estrada vicinal que leva à queda d’água, o ponto de visitação e lazer fica em uma área particular, mas recebe visitação o ano inteiro, dependendo da boa estação das chuvas. A nascente da cachoeira se localiza em Guaraciaba do Norte, na Serra da Ibiapaba.

Chuvas

Em relação às chuvas nesse período, o meteorologista confirma uma leve diminuição para os próximos dias, mas com retorno, em breve, das precipitações em todo o Estado. “Nos próximos dois ou três dias continuará chovendo, mas a quantidade de municípios banhados deve diminuir, depois volta com maior regularidade. Isso se deve a uma desintensificação da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), que depois volta a atuar com maior regularidade”, afirma David Ferran.

Segundo o Calendário de Chuvas do Portal Hidrológico (Funceme), das dez maiores precipitações registradas entre essa segunda (26) e esta terça-feira (27), 4 são de municípios da região Norte onde a chuva caiu com maior intensidade. Sendo Reriutaba (91 mm); Graça (70 mm), onde se localiza a Cachoeira do Belizário; Santa Quitéria (60 mm); e Pires Ferreira (58 mm), os que lideram entre os 63 municípios cearenses a relatarem ocorrência de chuvas.

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16:49 · 12.02.2018 / atualizado às 18:01 · 12.02.2018 por
Dez maiores chuvas desta segunda-feira, dia 12 (Fonte: Funceme).

Itapipoca- Nesta segunda-feira, dia 12, o Ceará registrou a incidência de chuvas em 62 municípios. Pindoretama lidera a lista das dez maiores precipitações, com 104 mm, seguido de Beberibe (95 mm). Tianguá, na Serra da Ibiapaba, registrou 75 mm. Além de dele, os municípios de Granja (72 mm), Ibiapina (55 mm), Alcântara (55 mm), Santa Quitéria (52 mm) e Bela Cruz (50 mm), todos da região Norte, também fizeram parte da lista dos dez mais chuvosos nessa segunda de Carnaval.

Tempo

Os dados extraídos pela Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), confirmam dia nublado e com chuva na faixa litorânea e no maciço de Baturité. Nas demais regiões, nebulosidade variável com chuva. Para essa terça-feira (13), o dia deverá ser de nebulosidade variável com chuva em todas as regiões cearenses, apontam as previsões, que confirmam mais um dia de chuva para essa quarta (14).

Mais chuva

As imagens captadas por satélite mostram nebulosidade, principalmente na região litorânea do Estado, devido a proximidade do principal sistema indutor de chuva no Ceará, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), formada por nuvens que circundam a faixa equatorial do globo terrestre. De acordo com o meteorologista da Funceme, Raul Fritz, “sobre o Nordeste brasileiro, há presença de um Vórtice Ciclônico de Altos Níveis (VCAN), sistema de baixa pressão atmosférica e circulação horária a aproximadamente 12km de altura, que favorece as precipitações”, afirma.

Raio

Por volta do meio-dia, desta segunda-feira (12), os moradores do Bairro Maranhão, na periferia de Itapipoca, na região Norte, se assustaram com a queda de um raio, que atingiu um coqueiro, no quintal de uma residência. A força da descarga elétrica se expandiu, destruindo telhas e parte da parede de um dos cômodos da casa, danificando a transmissão de energia do imóvel. De acordo com o radialista Flávio Teixeira, “os moradores, que estavam todos em casa, tentaram acionar a empresa de energia elétrica para solucionar o problema, pois o impacto da descarga danificou o registro. Apesar dos danos materiais, ninguém foi ferido”, disse o radialista.

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09:29 · 31.01.2018 / atualizado às 09:29 · 31.01.2018 por
Açude Carnaúba, Santana do Acaraú-CE; a obra inacabada do sangradouro do Açude Carnaúba seria um risco para os moradores de Santana, com a chegada das chuvas (Foto: Francisco das Chagas Carneiro).

Santana do Acaraú- Com o final do período de pré-estação e a expectativa da chegada da quadra chuvosa, para meados de fevereiro, de acordo com dados da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), os moradores de Santana do Acaraú, no Norte do Estado, já se preocupam com um problema que se arrasta há anos. Iniciada em 1992, a construção do Açude Carnaúba, com capacidade para cerca de 11 milhões de metros cúbicos, não chegou a ser concluída, faltando a finalização, tanto da parede do reservatório, a cerca de 12 quilômetros da sede de Santana do Acaraú, quanto de seu sangradouro. O açude fica em um ponto mais elevado em relação à cidade, tendo, nas proximidades de seu leito, diversas comunidades agrícolas.

Risco

A água das chuvas que escoa pelo reservatório, de responsabilidade do município, se junta ao Rio Acaraú, que corta a cidade. Daí, o medo dos moradores, caso o volume cresça, ao ponto de romper a parede do sangradouro inacabado, e que apresenta passagem para pouca vazão. As famílias reclamam, ainda, da construção particular de um tanque de peixes e a colocação de uma cerca farpada, dentro do leito do açude. De acordo com Francisco das Chagas Carneiro, presidente da Associação da Comunidade de Canafístula, uma das dez localizadas abaixo da parede do açude, que juntas, somam cerca de cem famílias. “toda a população teme pelo que pode acontecer. Além do espaço estreito do sangradouro, o excesso de capim navalha plantado para o gado é outro problema, já que, arrastado pela correnteza, poderá prejudicar o escoamento da barragem, que pode arrebentar. Se isso ocorrer, a cidade de Santana será inundada”, fala com preocupação.

Açude Carnaúba, Santana do Acaraú-CE; a instalação de uma cerca farpada, de um criatório de peixes e a presença de capim para o gado, no leito do açude, estão entre as reclamações da população (Foto: Francisco das Chagas Carneiro).

Obra

Em 2010, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Denocs) elaborou um documento com vistoria técnica, justificando a paralisação da obra e encerramento do convênio. Na nota técnica, o auditor-chefe do Denocs, Ricardo Domingues da Silva, afirmou que, entre diversas falhas, “houve divergência entre diversos convênios para o mesmo fim, além de graves deficiências na formalização, execução e prestação de contas de todos os convênios relacionados à obra em questão”. O parecer técnico sugeria, ainda, “cautela quanto a aprovação e liberação de novos recursos, por parte dos gestores públicos”.

Ofícios

O atual prefeito de Santana, Marcelo Arcanjo, encaminhou no ano passado diversos ofícios ao Denocs, solicitando a urgente retomada e finalização da obra, apesar dos embargos técnicos. Ao Ministério Público do Estado, também foi pedida intervenção, diz o prefeito. “Em segurança à população, aguardamos essas respostas, assim como o apoio, por parte do Ministério Público à questão, junto ao Denocs e à Defesa Civil do Estado, para que seja dada solução a esse sério problema. Durante o inverno, com o solo saturado pelas primeiras chuvas, essa água não infiltra, ela escorre livre pela cidade, por meio do Rio Acaraú. Esse é o risco”, explica.

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12:14 · 22.12.2017 / atualizado às 17:18 · 22.12.2017 por
Sobral-CE; chuva fina banhou cidade de Sobral, ao longo desta manhã (22), para aplacar um pouco do costumeiro calor (Foto: marcelino Júnior).

Sobral- Desde as primeiras horas da manhã desta sexta-feira, dia 22, Sobral passou a receber uma chuva fina com pancadas mais intensas no Centro da Cidade e alguns bairros da periferia. As tão aguardadas chuvas de pré-estação previstas pera o período, ainda não tinham se manifestando com tanta força na região Norte, assim como ocorreu no início desta semana em municípios como Itapipoca, por exemplo, que registrou o maior índice de precipitações com pouco mais 110 mm. A chuva confirma as expectativas da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme).

Período

Segundo o meteorologista da Funceme David Ferran, em janeiro, se consideram as precipitações mais significativas do período, porque os sistemas de Vórtice Ciclônicos de Altos Níveis e Cavados de Altos Níveis são mais atuantes nesse mês. “Sendo assim, com ventos circulando entre 12 e 13 quilômetros de altitude, essas chuvas isoladas devem se espalhar nos próximos dias para o restante do Estado. E sobre a previsão de quadra invernosa, só devemos ter algo mais consistente, a partir do dia 20 de janeiro”, explica.

Chuvas

De acordo com dados da Funceme, apesar da chuva que banhou parte do município de Sobral, não figurar na lista dos dez de maiores precipitações para o dia (22), a região Norte traz destaques para Amontada; Marco; Miraíma; Itarema e Viçosa do Ceará, com bastante intensidade sobre a sede e o distrito de Quatiguaba.

Previsão
As chuvas registradas neste período estão relacionadas à Pré-Estação e seguem até janeiro, quando, historicamente, ganham mais força. Neste mês, os acumulados não chegam a ser tão grandes. As normais para dezembro e janeiro são, respectivamente, 31,6 e 98,7 milímetros. Até o momento, os maiores acumulados foram registrados em Itapipoca (110,8mm), no último dia 16, e Altaneira (24mm), nesta segunda-feira (18). Ao longo do dia, a previsão da Funceme é de nebulosidade variável com eventos de chuva em todo o estado.

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14:49 · 20.12.2017 / atualizado às 17:06 · 20.12.2017 por
Itapipoca, Sobral-CE; chuva de 110,8 mm deixa alguns pontos da sede município alagados (Foto: Flávio Teixeira).

MiraímaFoi com alegria que os moradores de Miraíma, na região Norte do Ceará, receberam a chuva que banhou a sede do município, nessa quarta- feira, dia 20, registrando, de acordo com informações da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), 14,6 milímetros. O município ficou entre os 9 com maiores precipitações do dia, seguido de Santana do Acaraú (12 mm), Massapê (6 mm) e Itapipoca (5,2 mm), todos da mesma região. Os dados foram extraídos às 14h15 da quarta-feira. E, assim como no Norte do Ceará, aos poucos, as chamadas chuvas de pré-estação começam a se manifestar em diversos pontos do Estado, sendo os mais relevantes até o momento, o Norte, Cariri, Sertão Central e Inhamuns.

Chuvas

Essas tão aguardadas primeiras chuvas confirmam as expectativas, não apenas das previsões meteorológicas da Funceme, mas também de quem aguarda ansiosamente as chuvas que molham o roçado e trazem de volta, todos os anos, a esperança de um bom inverno. Segundo a comerciante Vânia de Barros, moradora de Miraíma, “aqui na sede, a chuva pegou a todos de surpresa. O tempo foi fechando devagarinho e, de repente, a chuva começou a cair. A felicidade foi grande. Isso aumenta na gente, a esperança de um bom inverno”, espera.

Período

De acordo com estudos, os meses de dezembro e janeiro recebem volumes de chuvas provocadas pelos fenômenos Vórtice Ciclônicos de Altos Níveis (VCAN) e Cavados de Altos Níveis (CAN). No sul do Estado, durante este período, sistemas meteorológicos que chegam ao Nordeste, também trazem chuvas, mas os acumulados dessa época não chegam a ser tão grandes. As precipitações mais esperadas entre o final do ano e início de janeiro ficam entre 31,6 e 98,7 milímetros, na média histórica. Até o momento, os maiores acumulados foram registrados em Itapipoca (110,8mm), quando a chuva deixou alagados alguns bairros da periferia, no último dia 16, e Altaneira, com precipitações de 24mm, registradas nessa segunda-feira (18).

Média histórica

De acordo com o meteorologista Funceme, David Ferran, as chuvas, neste período, geralmente não são muito volumosas. Em janeiro se tem as precipitações mais significativas do período porque os sistemas de Vórtice Ciclônicos de Altos Níveis e Cavados de Altos Níveis são mais atuantes nesse mês. Nesse caso, com ventos circulando entre 12 e 13 quilômetros de altitude. Essas chuvas isoldas devem se espalhar nos próximos 3 dias para o restante do Estado. E sobre previsão de quadra invernosa (fevereiro, março e abril), só devemos ter algo mais consistente, a partir do dia 20 de janeiro do próximo ano”, adiantou o meteorologista.

Previsão

De acordo com o radialista Flávio Teixeira, morador de Itapipoca, o tempo nublado que tem trazido as primeiras chuvas é sempre bem-vindo. E o assunto tem ganhado repercussão a cada dia nos programas de rádio e nas rodas de conversa entre as pessoas. “A expectativa é muito boa em relação ao inverno na nossa região. As pessoas estão otimistas com o tempo favorável que começa a formar nuvens mais densas, resultando em chuva. Tem gente que já acredita, até, na chegada do inverno, com a esperança do fim do período de seca. Agora, o momento, é de aguardar pelo próximos dias”, explica, com expectativa, o radialista, que acompanha com atenção as previsões da Funceme que apontam para esta quinta-feira (21), nebulosidade variável com possibilidade de chuva em todas as regiões do Ceará, no decorrer do dia.

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14:18 · 26.04.2017 / atualizado às 14:18 · 26.04.2017 por
Granja-CE; chuvas têm diminuído nos últimos dias no Estado (Foto: Marcelino Júnior).

Crateús– De acordo com informações parciais da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), a média de chuvas dos últimos 25 dias no Ceará é de 108,5 milímetros. Apesar das chuvas fracas no mês de abril, o volume médio registrado até essa terça-feira, 25, já é maior do que todo o mês de abril dos últimos dois anos. No ano passado, o mês de abril fechou com 97,4mm e, em 2015, 106,4mm. No ano de 2014, o volume do mês foi 124,9 milímetros.

Média histórica

No último prognóstico da Funceme feito em abril, a probabilidade era 43% para chuvas dentro da média histórica para os mês, assim como para maio. Mas a previsão também apontava a possibilidade de 20% de chances de chuvas acima da média e 37% de probabilidade de precipitações abaixo da média.Ainda de acordo com levantamento diário da Funceme, as três maiores chuvas registradas até às 13h40 de hoje, 26, foram em Fortaleza (6.0), Redenção (2.0) e Aquiraz (2.0).

Reservatório que abastece o Perímetro Irrigado do Baixo-Acaraú, em Varjota, com capacidade para 200.000m³ sofre os efeitos das poucas chuvas na região (Foto: Marcelino Júnior).

Situação dos açudes

Faltando menos de uma semana para acabar o mês de abril, as precipitações ainda estão 40% abaixo do volume normal, que é de 188 milímetros. Nas últimas 24 horas, por exemplo, choveu em pouco mais de 20 cidades, o que não contribui de forma intensa para o aporte dos açudes.

Capacidade máxima

Atualmente, o Ceará tem apenas 11 reservatórios com capacidade máxima. São eles: Acaraú Mirim, da bacia do Acaraú; Caldeirões e Valério, da bacia do Alto Jaguaribe; Cauipe, Maranguapinho e Itapebussu das bacias Metropolitanas; Quandú e São Pedro Timbaúba, da bacia do Litoral; e Itaúna, da bacia do Coreaú. Já sangraram Tijuquinha, das bacias Metropolitanas, e Gameleira, da bacia do Litoral, mas, de acordo com a Cogerh, tiveram seus volumes reduzidos.

Dos açudes cearenses monitorados pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), 105% operam com volume inferior a 30% de sua capacidade. Na região Norte, os que não chegam a 1% são o Carmina (0%), em Catunda; Barragem do Batalhão e Carnaubal, com 0% de capacidade, além do Açude Realejo, com 3.48% de volume hídrico.

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13:28 · 04.04.2017 / atualizado às 13:28 · 04.04.2017 por
Granja-CE; vários pontos da cidade ficaram alagados após a chuva (Foto: Nilo Tavares).

Granja- A dona de casa Francisca da Costa Oliveira, de 52 anos, estava preparando o almoço, no último sábado, dia 1º, quando percebeu que a água da pequena lagoa, próxima ao casebre onde mora, no bairro Alto da Brasília, no município de Granja, começou a invadir tudo. Segundo ela, em pouco tempo, roupas, objetos da sala e da cozinha, e até documentos, foram levados pela correnteza, que também danificou a geladeira e encharcou por completo o colchão da cama. Parte do casebre chegou a ruir, quando Francisca buscou abrigo na casa da filha, que mora ao lado. “A água invadiu a casa toda. Não consegui salvar quase nada. Minha filha me ajudou a resgatar poucos objetos. Fiquei na casa dela, até que a ajuda chegasse”, disse a dona de casa, que por hora, não pretende voltar ao local, pois a lama ainda toma conta de tudo.

Alagamento

Em outro ponto da cidade, no Bairro da Cachoeira, a dona de casa Raimunda Nonata de Morais, se viu na mesma situação. A casa de taipa, com cerca de quinze pessoas, entre adultos e crianças, foi completamente tomada pela água. Além de documentos, Raimunda só conseguiu salvar o sofá, um pequeno guarda-roupas e o fogão. “Foi tudo muito rápido. Apesar de ter muita gente na casa, não deu para salvar quase nada. A água entrou pela porta da frente e saiu levando tudo. Foi muito triste ver aquela cena. Meus filhos estão sem roupa até para ir ao colégio”, disse a dona de casa que, juntamente com outras oito famílias, foi resgatada por equipes da Guarda Civil do município e da Secretaria de Assistência Social. Todos foram resgatados para o Polo de Convivência Social da cidade.

Desabrigados

Abrigadas no Polo, as famílias, com cerca de 28 pessoas no total, têm recebido alimentação, assistência social, médica e psicológica, além de colchões e água potável. De acordo com Ana Luiza da Silva Rocha, subsecretária da Assistência Social de Granja, a situação de cada família está sendo avaliada, assim como os prejuízos causados pela chuva nas moradias, localizadas em áreas de risco. “ Estamos avaliando a situação de cada família, dependendo dos estragos causados pela água, pois cada caso tem sua necessidade diferenciada. Todas as equipes dos Centros de Referência da Assistência Social já iniciaram os atendimentos para vermos o que deverá ser feito. Acredito que com a expectativa de mais chuvas, outras famílias sejam trazidas para cá, nas mesmas condições”.

Maiores chuvas

O município de Granja é cortado por pequenas lagoas e riachos, o que cria diversos pontos considerados de risco pela Defesa Civil, principalmente durante a quadra invernosa. Os bairros localizados na periferia da cidade, mais propensos ao alagamento, e que fora atingidos, nessa última enxurrada, foram o Boca do Acre, Alto da Brasília, Barrocão, Lagoa e Favelão. De sexta-feira para sábado (dias 31 março e 1º de abril) choveu 111 milímetros, de acordo com o monitoramento da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), que incluiu o município na lista das dez maiores chuvas do Ceará, por três dias seguidos, com 89 milímetros no último domingo, 2.

Sobral-CE; cerca de 9 famílias foram abrigadas provisoriamente pela Prefeitura, até que possam ser realocadas (Foto: Marcelino Júnior).

As famílias atingidas pela enxurrada, já havia deixado os locais de risco em que moravam, em 2009, quando foram vítimas de uma enchente. À época, com apoio da Defesa Civil e do município, todas foram realocadas para outras áreas mas, aos poucos, acabaram retornando às antigas moradias. A invasão da água é resultado da cheia do Açude Parazinho, não monitorado oficialmente pela Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), que recebe água do Rio Jaguarapi, que banha a cidade.

De acordo com Francisco Aquino, coordenador da Defesa Civil de Granja, “ estamos monitorando esses pontos críticos da cidade, que na verdade abrigam famílias reincidentes na questão das enxurradas. Elas havia recebido novas residência, mas retornaram para as áreas de risco. Além da assistência nesses pontos, estamos realizando um levantamento das condições do distrito Parazinho, que já começa sentir os efeitos da sangria do açude. O município está em alerta, mas contamos com apoio da Cogehr e Defesa Civil do Estado, que enviaram equipes de trabalho”, disse.

Mais chuvas

De acordo com dados da Funceme, a Zona de Convergência Intertropical (ZCIT), principal sistema indutor de chuvas no período de fevereiro a maio, no Ceará, continua próxima do setor norte do Nordeste brasileiro. Segundo David Ferran, meteorologista da Funceme, “a expectativa é que abril siga com chuvas em todo o Estado, em torno de 100 milímetros, em média. Não podemos precisar em que regiões essas chuvas serão mais intensas, mas elas devem estar presentes em todos os municípios”, disse o meteorologista.

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11:17 · 31.03.2017 / atualizado às 11:17 · 31.03.2017 por
Granja-CE; Açude Itaúna voltou a chamar atenção, desde que sangrou (Foto: Evelyn Ferreira).

Granja– Quem mora no município de Granja, no Norte do Ceará, tem comemorado, desde a última terça-feira, 28, a sangria do Açude Itaúna, que abastece a cidade. O açude, que faz parte da Bacia Hidrográfica do Coreaú, atingiu os 100% de sua capacidade, sendo o 6º do Ceará a entrar em plena atividade, como resultado das chuvas que banharam a região nos últimos dois meses. De acordo com o Portal Hidrológico do Ceará, com capacidade de pouco mais de 77 milhões de metros cúbicos, o Itaúna havia sangrado pela última vez, em julho de 2011.

Maiores chuvas do dia

De acordo com a Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), março foi o mês com maior incidência de chuvas na região, com cerca de 380 milímetros de precipitações. De acordo com dados extraídos agora há pouco, Granja aparece no topo da lista dos dez municípios com maiores chuvas, nesta sexta-feira 31 (61 mm), seguido de São Gonçalo do Amarante (56.6 mm) e Sobral (47,4 mm). Ao todo, 167 postos de coleta pluviométrica, em todo o Estado, enviaram informações sobre chuva à sede da Funceme, que registrou precipitações em 114 municípios cearenses.

Qualidade da água

No início da semana, a Secretaria dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará (SRH-CE), por meio da Funceme e da Cogerh, tornou público o resultado obtido no estudo ‘Desenvolvimento de uma Metodologia de Modelagem de Qualidade de Água’, a ser aplicado nos Reservatórios do Estado do Ceará’. A apresentação contou com a presença do secretário dos Recursos Hídricos, Francisco Coelho Teixeira, dos presidentes da Funceme, Eduardo Sávio Martins, e da Cogerh, João Lúcio Farias, e demais gestores e técnicos das instituições envolvidas no projeto.

Implantação

O estudo foi executado dentro do Projeto de Apoio ao Crescimento Econômico com Redução das Desigualdades e Sustentabilidade Ambiental do Estado do Ceará – Programa para Resultados (PforR Ceará), com recursos oriundos da parceria entre o Banco Mundial e o Estado do Ceará. O objetivo do estudo é criar uma metodologia para avaliação e simulação da qualidade da água nos reservatórios cearenses, testada e adaptada à condição semiárida.

Os três reservatórios selecionados para a implantação experimental do projeto são o Araras (em Varjota), que opera com pouco mais de 12% de seu volume; o Acarape do Meio (no município de Redenção), e o Olho D’água (em Várzea Alegre).

De acordo com a pesquisa, a modelagem de qualidade de água é uma importante ferramenta de apoio ao gerenciamento dos recursos hídricos. Dentre outros aspectos, merece especial destaque por possibilitar a geração de cenários futuros e de conhecimentos que orientem a formulação de políticas públicas.

Capacidade máxima

Além do Itaúna, a lista dos açudes que operam com sua capacidade máxima segue com Acaraú Mirim (Massapê), São Pedro Imbaúba (Miraíma), Caldeirões (Saboeiro), Valério (Altaneira), e Maranguapinho (Maranguape). Segundo a Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), 115 açudes continuam com volume inferior a 30%.

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